Representante da campanha diz que governo de Flávio Bolsonaro não privatizaria Banco do Brasil, Caixa e Petrobras
O economista Adolfo Sachsida, que integra a campanha de Flávio Bolsonaro à Presidência da República, afirmou nesta quinta-feira (9) que o Banco do Brasil, a Caixa Econômica Federal e a Petrobras não seriam privatizadas no caso de vitória nas urnas.
Flávio Bolsonaro, cuja equipe econômica, de perfil liberal, tem defendido privatização de empresas estatais, concorre com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na disputa para presidente do país no segundo turno - marcado para 25 de outubro.
"Se você está ouvindo esse vídeo e é do Banco do Brasil, da Caixa Econômica e da Petrobras, saiba de uma coisa: não existirão privatizações de empresas.
Nenhuma dessas empresas será tocada", afirmou Sachsida, em uma rede social.
"Nós respeitamos demais a história de vocês.
Nosso governo vai fortalecer a gestão das estatais, e elas vão voltar a dar lucro e respeitar o povo brasileiro", prosseguiu.
Flávio Bolsonaro articula alianças para o 2º turno A posição difere da orientação do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Em 2020, o então ministro da Economia, Paulo Guedes, fez duras críticas à gestão no Banco do Brasil.
"Tem que vender essa porra logo [Banco do Brasil]", disse ele, na ocasião.
Em 2021, ele defendeu, também, a privatização da Petrobras.
Sachsida, que fazia parte da equipe de Guedes no Ministério da Economia durante o governo Jair Bolsonaro, não citou, na declaração que fez nas redes sociais, os Correios, que vêm registrando rombos sucessivos e recebendo aportes de capital do governo.
A estatal integrava o programa de desestatização do governo Bolsonaro, mas não foi vendida.
Ex-ministro de Minas e Energia, Adolfo Sachsida, em imagem de arquivo Adriano Machado/Reuters Supersalários, ministérios e programas sociais O integrante da equipe de campanha, Adolfo Sachsida, também afirmou que o governo Flávio Bolsonaro, se eleito, vai respeitar os servidores públicos, mas que irá reduzir o número de 39 ministérios existente no momento, e buscar vetar os chamados supersalários.
"Funcionário publico terá todo nosso repeito, pode ficar tranquilo também.
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