Nova pele robótica detecta temperatura e pressão com eficiência inédita
Capaz de detectar pressão e temperatura, uma nova pele eletrônica foi desenvolvida por pesquisadores da Universidade Estadual de Washington, nos Estados Unidos.
A tecnologia, que poderá ajudar futuramente amputados a recuperar a sensibilidade em suas próteses, foi registrada nesta quarta-feira (19) na revista Cell Reports Physical Science.
A pele robótica é capaz de detectar parâmetros com dez vezes mais precisão do que os sensores de luvas atuais disponíveis no mercado.
“Essa abordagem democratiza a produção de peles eletrônicas de grau médico, tornando o feedback tátil avançado viável para ampla adoção clínica”, considera em comunicado Hongyi Shen, estudante de pós-graduação na Escola de Engenharia Mecânica e de Materiais e autor do artigo.
Avanço em relação a modelos anteriores Embora já existam diferentes modelos de pele eletrônica, muitos são caros, apresentam baixa resolução de detecção e não se adaptam bem ao corpo, cobrindo apenas pequenas áreas.
Outro desafio é o grande volume de dados gerado pelos sensores, que pode comprometer o funcionamento dos dispositivos.
“Frequentemente, esses dispositivos são forçados a fazer concessões entre conforto e confiabilidade mecânica”, diz Shen Para contornar essas limitações, os pesquisadores desenvolveram um sistema de sensores personalizável para próteses, capaz de reproduzir com mais precisão algumas das capacidades sensoriais da pele humana.
Formados por camadas finas com sensores de temperatura e pressão, os módulos permitem detectar texturas e identificar propriedades dos materiais de maneira semelhante ao tato humano.
Para fabricá-los, a equipe combinou escaneamento, modelagem e impressão 3D.
O método permite mapear os sensores de acordo com o formato de cada prótese e coletar dados detalhados durante a produção personalizada.
“O scanner basicamente escaneia a prótese e, com base na geometria, mapeamos nossos sensores como um sistema de sensoriamento multimodal com essa geometria”, disse Kaiyan Qiu, Professor Assistente da Família Berry na Escola de Engenharia Mecânica e de Materiais e autor correspondente do artigo.
“Isso permite que nosso sistema de sensoriamento tenha cobertura perfeita sobre a região de forma livre nas próteses.” Hongyi Shen, à esquerda, estudante de pós-graduação na Escola de Engenharia Mecânica e de Materiais da Universidade Estadual de Washington, e a professora Kaiyan Qiu lideraram um projeto que desenvolveu uma pele eletrônica capaz de detectar pressão e temperatura Sravanthi Yalamanchili/WSU Os sensores são precisos e confiáveis, capazes de medir pressão e temperatura com alta densidade em superfícies planas ou curvas.
Em vez de exigirem adesivos, os módulos de sensores se encaixam como peças de Lego.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em revistagalileu.globo.com — o conteúdo pertence a Galileu.