Você sabia que a arara-azul não é azul de verdade? Entenda o que dá cor à ave
Símbolo da fauna brasileira, a arara-azul (Anodorhynchus hyacinthinus) ganhou destaque nas redes sociais com vídeos virais que explicam um fato já descrito pela ciência, mas ainda pouco conhecido pelo resto da população: a ausência de pigmento azul em suas penas.
Estranho? Nem tanto.
A coloração azul-cobalto típica resulta, na verdade, de um fenômeno físico conhecido como “cor estrutural”.
Essa nova onda de interesse pelo assunto foi impulsionada, sobretudo, por publicações da estudante de biologia Sofia Rocato (@by_sofirocato) e do biólogo Filipe Rocha (@assimnanatureza).
Juntos, seus vídeos já somam mais de 5 milhões de visualizações só no Instagram.
Nos registros, os criadores explicam que a aparência azulada do animal é resultado da maneira como a luz interage com as estruturas microscópicas presentes na sua plumagem.
Rocha, inclusive, aproveita a oportunidade para mostrar o que acontece quando uma pena da ave é colocada contra a luz.
O registro prova que, em vez do azul intenso, a pena assume um tom que varia entre o cinza e o preto.
Veja abaixo: Initial plugin text Azul se forma a partir da luz refletida O que acontece com as penas da arara-azul é chamado de cor estrutural.
Em vez de a cor vir de um pigmento — como acontece, por exemplo, com a melanina que escurece cabelos pretos e castanhos humanos — o azul que vemos é produzido pela forma como a luz se comporta ao atingir a microestrutura da pena.
Como nota o portal Xataca, essas penas são formadas por uma organização extremamente fina de queratina (uma proteína também presente em cabelos e unhas) e pequenas cavidades de ar.
Essa combinação cria uma espécie de estrutura em camadas de escala microscópica.
Na natureza, as araras-azuis podem ser observadas voando ou com mais facilidade andando pelo chão, penduradas nos cachos de frutos das palmeiras ou pousadas em galhos secos das árvores, ou ainda nos mourões de cercas e mangueiros Instituto Arara Azul Dessa forma, quando a luz do sol entra em contato com essa superfície, ela não é refletida de maneira simples.
Parte da luz é absorvida, outra parte atravessa o material e uma parte final é espalhada de forma seletiva.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em revistagalileu.globo.com — o conteúdo pertence a Galileu.