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O que falta para crescimento da Argentina? Para analistas, recuperação segue frágil

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O que falta para crescimento da Argentina? Para analistas, recuperação segue frágil

A economia da Argentina segue apresentando sinais mistos de recuperação, combinando melhora recente de alguns indicadores com fraqueza persistente na demanda doméstica, no mercado de trabalho e no consumo.

Relatórios divulgados pelo Itaú BBA e pelo Bradesco BBI apontam que o país mantém fundamentos positivos em áreas como comércio exterior e disciplina fiscal, mas ainda enfrenta desafios para consolidar um ciclo mais robusto de crescimento.

Segundo o Itaú BBA, a atividade econômica argentina registrou alta de 0,8% em junho ante maio, considerando dados com ajuste sazonal.

O resultado medido pelo EMAE, indicador mensal que funciona como uma prévia do PIB, interrompeu duas quedas consecutivas observadas anteriormente.

Leia também Trump nega ter pressionado Bessent a intervir no mercado de títulos dos EUA Presidente afirma que o secretário do Tesouro agiu por conta própria ao ampliar as recompras de títulos longos, em semana marcada por juros nas máximas de vários anos Apesar do avanço mensal, a economia encolheu 0,9% no segundo trimestre de 2026 em relação ao trimestre imediatamente anterior.

O resultado representa uma reversão da expansão de 0,7% registrada nos três primeiros meses do ano.

Na comparação anual, contudo, o EMAE apresentou crescimento de 2,7% em junho, superando tanto a mediana das projeções de mercado quanto a estimativa do próprio Itaú BBA.

Ainda assim, o crescimento médio do segundo trimestre desacelerou para 1,3%, abaixo dos 2,3% registrados no primeiro trimestre.

A leitura dos diferentes setores da economia também reforça a percepção de uma recuperação pouco homogênea.

As atividades primárias cresceram 9,1% na comparação anual, beneficiadas por uma forte safra agrícola, embora em ritmo inferior ao observado nos primeiros meses do ano.

A construção civil também continuou avançando, mas mostrou desaceleração.

O setor registrou expansão de 1,8% em relação ao mesmo período do ano anterior, abaixo dos 2,5% observados no trimestre precedente.

Por outro lado, a indústria de transformação recuou 2,1% na comparação anual.

De acordo com o Itaú BBA, o desempenho está alinhado à fraqueza nas importações de bens de capital e de insumos intermediários.

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