Como os “campeonatos de cortes” deixaram Pablo Marçal inelegível até 2032
O coach e influenciador Pablo Marçal chegou à campanha presidencial de 2026 com o registro de candidatura ainda pendente e uma condenação que o torna inelegível até 2032.
Nesta quinta-feira (20), o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) acrescentou novas restrições ao candidato do PRTB enquanto decide se ele poderá permanecer na disputa pelo Palácio do Planalto.
Por unanimidade, a Corte suspendeu cautelarmente o acesso de Marçal aos fundos eleitoral e partidário e o impediu de participar de debates e da propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão.
A decisão não representa o julgamento definitivo do registro, mas restrições permanecem enquanto o TSE analisa a candidatura.
A situação atual tem origem na campanha de 2024 para a Prefeitura de São Paulo.
Marçal foi condenado pela Justiça Eleitoral por práticas relacionadas ao uso de sua estrutura digital durante aquela eleição.
Uma das decisões reconheceu abuso de poder econômico e uso indevido dos meios de comunicação, com inelegibilidade por oito anos contados a partir daquele pleito.
Quando serão os debates presidenciais de 2026? Veja o calendário completo O que levou Marçal à inelegibilidade? Um dos pontos centrais do processo foi a estratégia conhecida como “campeonato de cortes”.
Durante a campanha municipal, seguidores eram estimulados a produzir e distribuir trechos de vídeos de Marçal nas redes sociais, com premiações em dinheiro associadas ao desempenho das publicações.
A iniciativa funcionava por meio de uma comunidade no Discord.
Participantes recortavam conteúdos do então candidato e buscavam ampliar sua circulação em plataformas como Instagram, TikTok e YouTube.
A premiação chegava a R$ 4 mil para os participantes com melhor desempenho.
Entenda melhor: Amostra, nível de confiança, margem de erro: entenda os conceitos por trás das pesquisas eleitorais Ao analisar o caso, a Justiça Eleitoral considerou que o modelo criou uma estrutura remunerada para aumentar a exposição do candidato nas plataformas digitais.
A decisão apontou publicação massiva de vídeos mediante incentivos financeiros vinculados ao número de visualizações.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.infomoney.com.br — o conteúdo pertence a InfoMoney.