Após crise do metanol, garrafas ganham selo que permite detectar bebidas falsificadas pelo celular
Um ano após crise do metanol, investigações avançam, mas ainda há mortes no país por intoxicação Os casos de intoxicação por metanol registrados ao longo de 2025, que deixaram ao menos 25 mortos no país e levaram autoridades de saúde a emitir alertas, colocaram a autenticidade das bebidas no centro das discussões.
O tema, antes mais associado aos prejuízos econômicos da indústria e ao comércio ilegal, passou a envolver diretamente questões de saúde pública e fez a indústria de bebidas alcoólicas se mexer. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Nesta terça-feira (15), a Diageo, fabricante de bebidas e dona de marcas como Johnnie Walker e Smirnoff, anunciou uma solução feita em parceria com a Securetrace, empresa especializada em tecnologias de segurança usadas em documentos oficiais e sistemas de prevenção a fraudes, para verificar digitalmente a origem das bebidas da companhia.
A proposta é simples: o consumidor aponta a câmera do celular para um selo na embalagem, e o sistema informa se a garrafa foi identificada como autêntica.
O Selo Drink Seguro permite aos consumidores conferir a autenticidade de bebidas alcoólicas.
Rafaela Zem/g1 ➡️ A implementação, por enquanto, está restrita ao mercado brasileiro e abrange categorias que historicamente registram casos de falsificação, como uísques, vodcas, gins, tequilas e licores.
“O selo é muito claramente para o consumidor, no sentido de resgatar a confiança, de ele conseguir ter autonomia e visibilidade daquilo que está consumindo. (...) Também é uma maneira de dar credibilidade para o estabelecimento”, afirma Paula Lindenberg, presidente da Diageo no Brasil.
Cerca de 4 milhões de garrafas já recebem o selo por mês.
A tecnologia está presente em 100% do portfólio importado e na Smirnoff engarrafada no Brasil, o que corresponde a 95% do negócio de destilados da companhia no país.
Segundo a Securetrace, o selo usa a mesma tecnologia presente em recursos de proteção do passaporte brasileiro, das cédulas de euro e dos elementos holográficos da nota de R$ 100. 📎 Cada selo recebe uma espécie de impressão digital exclusiva, invisível ao consumidor, formada por padrões microscópicos que criam uma identificação única para cada unidade.
Segundo a empresa, existem mais de 27 trilhões de combinações possíveis.
Quando a câmera do celular é apontada para o selo, uma inteligência artificial analisa o padrão e o compara com o banco de dados do sistema.
Se houver correspondência, a autenticidade é confirmada e a plataforma exibe a mensagem "Verificado".
A tecnologia possui certificação internacional ISO 12931, norma voltada a sistemas de autenticação e combate à falsificação, explica Mario Nicoli Netto, CEO da Securetrace.
Segundo a empresa, sua capacidade de impedir cópias chega a 99,99%.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Economia.