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Política

Relação por um fio: veja hábitos que podem prejudicar a conexão do casal

O Antagonista ·
Relação por um fio: veja hábitos que podem prejudicar a conexão do casal

Com o passar do tempo, mesmo compartilhando o mesmo espaço, o casal pode perceber um distanciamento emocional

Whastapp Facebook Linkedin Twitter COMPARTILHAR Em muitos relacionamentos, a rotina acaba ocupando grande parte do tempo e da energia do casal: são compromissos profissionais, cuidados com os filhos, tarefas domésticas, contas e problemas urgentes que precisam ser resolvidos. Nesse cenário, as conversas mais profundas, a troca de sentimentos e os momentos de atenção genuína acabam sendo deixados para depois. Com o passar do tempo, mesmo compartilhando o mesmo espaço, o casal pode perceber um distanciamento emocional.

Segundo a terapeuta familiar Aline Cantarelli, muitos casais não percebem como hábitos pequenos, repetidos todos os dias, podem enfraquecer a relação. Horários desencontrados, excesso de telas, refeições feitas separadamente e falta de presença ajudam a empurrá-los para uma vida no automático. “O problema não é a rotina, são as escolhas que você fez e a rotina que você construiu”, afirma.

Para ela, a vida a dois não se sustenta apenas na intenção de continuar junto. Ela também depende de escolhas concretas, como reservar tempo, conversar, criar momentos de contato e perceber quando o casal entrou no piloto automático. Abaixo, confira alguns hábitos que podem afetar a relação .

Um dos sinais de alerta aparece quando o casal fala apenas sobre tarefas, contas, filhos, horários e problemas da casa. A comunicação existe, mas fica restrita à logística. Para Aline Cantarelli, muitos casais se acostumam a funcionar no automático. Acorda, trabalha, volta para casa, vai para o celular, dorme e repete a mesma sequência no dia seguinte. “Às vezes, o casal passou o dia inteiro sem se falar e depois reclama da libido lá na frente”, diz.

O celular também aparece como um ponto importante. A terapeuta observa que é cada vez mais comum ver casais e famílias juntos fisicamente, mas cada um preso à própria tela. Segundo ela, a tecnologia não é o problema em si. A questão é quando ela passa a ocupar o espaço da conversa, da presença e do interesse real por quem está ao lado. “Às vezes, eu conheço mais o meu amigo virtual do que o sujeito que dorme comigo”, afirma.

Aline Cantarelli defende que a conexão precisa de intenção. Para ela, esperar que a relação funcione apenas quando “der tempo” costuma ser uma armadilha. Uma orientação simples é reservar 15 minutos por dia para o casal. Não precisa ser uma conversa longa nem um encontro elaborado. Pode ser um chá, uma conversa antes de dormir, um momento sem celular ou até ficar junto em silêncio. A ideia, segundo a terapeuta, é criar um momento de atenção focada. Não adianta estar no mesmo ambiente se cada um está distraído com outra coisa.

Nem sempre é possível almoçar e jantar juntos todos os dias. Ainda assim, a especialista afirma que garantir ao menos uma refeição compartilhada pode fazer diferença na rotina da família e do casal.

Para Aline Cantarelli, a mesa não serve apenas para comer. É também um espaço para perguntar como foi o dia, conversar sobre o trabalho, combinar decisões e retomar a sensação de parceria. Ela lembra que o casal já é uma família, mesmo antes dos filhos.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em oantagonista.com.br — o conteúdo pertence a O Antagonista.

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