Regeneração natural pode ser alternativa para florestas ameaçadas, segundo novo estudo
Em um mundo cada vez mais afetado pelas mudanças climáticas, queimadas e pela exploração de recursos naturais, diversas nações pelo mundo correm para tentar inibir o dano ambiental causado pela exploração parcial ou total de suas florestas.
As técnicas de recuperação são muitas, mas o replantio das espécies é uma das mais conhecidas.
Em um novo estudo publicado na revista Nature Ecology & Evolution , pesquisadores da Universidade de Queensland, na Austrália, e de Newcastle, no Reino Unido, analisaram a produtividade dos métodos de restauração existentes, e concluíram que “deixar a natureza agir” pode ser um dos mais efetivos.
A equipe de pesquisadores, liderada pelo cientista Jiaqi Li, analisou os benefícios e custos da regeneração natural.
A técnica, constatada pela pesquisa como a melhor a depender do contexto, envolve “deixar a natureza” agir nos casos de desmatamento ou perda de uma floresta, mas com ajuda humana.
De acordo com o estudo, a técnica de replantio demanda mão de obra e grandes quantidades de sementes para repovoar as espécies de plantas afetadas, trabalho que pode levar muito tempo e custar caro.
Com a regeneração natural, o “único” trabalho humano apontado pela pesquisa seria o de retirar da áreas afetadas espécies invasoras que tenham crescido, proteger a área contra queimadas e desmatamentos e garantir que hajam espécies suficientes de sementes para o “repovoamento”.
O trabalho de plantio, crescimento e acompanhamento fica à cargo da natureza.
“Ela é uma grande jardineira.
Às vezes, precisamos só sair do caminho e entregá-la um pouquinho apenas de suporte”, diz Jiaqi Li.
Continua após a publicidade A melhora não vem apenas por causa do custo do reflorestamento em casos de mão de obra comum, em que as sementes são plantadas por humanos.
De acordo o estudo, florestas recuperadas que passaram pelos processos de regeneração natural conseguiram “guardar” mais carbono durante seus processos de fotossíntese, além de terem mais biodiversidade do que as florestas que foram plantadas “à força”.
Continua após a publicidade Áreas que passaram pelo processo mais lento da restauração com quase zero intervenção humana tiveram benefícios maiores com relação à absorção de carbono, a alta biodiversidade e, em especial, com relação aos baixos custos para a regeneração da área.
O estudo nomeou esses espaços de “ hotspots holísticos”.
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