Inflação deve subir com El Niño e petróleo, mas Copom vai cortar juros mesmo assim, diz economista-chefe da Bradesco Asset
Ninguém trabalhou mais que o guarda-chuva dos cidadãos que moram no Sul e no Sudeste do país nos últimos dias.
A chuva que atingiu os estados dessas regiões já é resultado do tão falado Super El Niño .
Mas para além desses dias cinzas, nos próximos meses, o resultado de toda essa chuva deve chegar ao supermercado, com grãos e outros alimentos mais caros pelo prejuízo nas plantações.
Mas o clima não é a única preocupação.
Um velho conhecido do brasileiro deve pesar no bolso de novo: o preço dos combustíveis — gasolina e diesel.
A guerra no Oriente Médio continua e piorou com a entrada da Arábia Saudita.
Em paralelo, o conflito entre Rússia e Ucrânia também escalou.
E esses dois conflitos dificultam as negociações do petróleo e de combustíveis , piorando o preço desses produtos.
O impacto de tudo isso sobre os preços de alimentos e combustíveis já começa a aparecer fora do país e não deve demorar a chegar às prateleiras e postos brasileiros.
Ainda assim, o mercado chega à reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) desta quarta-feira (16) com o corte na taxa Selic dado como certo.
Um ajuste de 0,25 ponto percentual (p.p.) que levará os juros básicos à faixa de 13,75% ao ano.
Mas não só.
Alguns bancos e casas de análise esperam mais cortes : 0,25 p.p. em novembro e 0,25 p.p. em dezembro, de modo que a Selic termine o ano a 13,25%.
É o caso da Bradesco Asset .
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