IMAX: a história, a economia e a tecnologia por trás das telas
Texto: Ana Clara Barreiro | Edição: Bela Lobato e Rafael Battaglia | Arte: Caroline Aranha A década de 1940 foi o auge da Era de Ouro de Hollywood.
Nos EUA, as salas de cinema eram tão grandiosas que eram chamadas de “palácios”.
Mas, na década seguinte, com a popularização da TV, o mercado entrou em crise.
Para muita gente, não fazia mais sentido sair do sofá para ver um filme.
Com as bilheterias em queda, Hollywood buscou soluções para tornar única a experiência de ir ao cinema.
A principal ideia era ampliar a área de imagem exibida, com telas mais panorâmicas e imersivas (na época, tanto o cinema quanto a TV usavam o padrão 4:3 – quatro unidades de largura para três unidades de altura, também chamado de 1,33:1).
Só que, para isso, era preciso mudar a própria forma de fazer cinema.
Na época, os filmes eram analógicos, gravados em película.
A mais utilizada era a do padrão 4 perf .
Cada quadro do rolo de filme tinha 35 mm de largura e quatro perfurações (daí o nome).
As perfurações são os buraquinhos na borda da película.
As câmeras e os projetores engancham nesses buracos e fazem o filme rodar no sentido vertical (de cima para baixo ou de baixo para cima).
Continua após a publicidade Com o 4 perf, os cineastas conseguiam captar em proporção 1,33:1.
Para aumentar essa proporção, a película passou por diversas alterações.
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