Kassab repete destino de Ancelotti na Copa: histórico de respeito, mas erros indisfarçáveis
Como tudo que envolve os grandes mestres da arte política, a verdade sobre a performance eleitoral de Gilberto Kassab depende do ponto de vista de quem observa os resultados das urnas neste ano.
Em outros termos, é possível incluir o presidente nacional do PSD na lista dos perdedores.
No entanto, a análise que ele próprio faz também precisa ser respeitada.
Não apenas pelo fato de Kassab ser um “analista” consagrado por seus pares.
Principalmente porque o resultado ampliado, em linhas gerais, mantém o cacique como um importante player para os próximos anos na condição de “dono de bancada”, definição um tanto pejorativa, porém de grande relevância em termos de emendas impositivas e Legislativo empoderado.
O PSD elegeu 43 deputados federais e 2 senadores.
Começará a próxima legislatura no Congresso cacifado para negociar internamente com os demais partidos e com o futuro presidente da República.
Nos Executivos estaduais, manteve Pernambuco, com Raquel Lyra, e Sergipe, com Fábio Mitidieri.
Conquistou Maranhão, com Eduardo Braide, e Amapá, com Dr.
Furlan.
Está no segundo turno no Rio, com Eduardo Paes, e no Amazonas, com Omar Aziz.
Esse é o copo meio-cheio de Kassab: “dono” de uma bancada poderosa e bem posicionado no jogo federativo.
Segundo ele, em suas entrevistas, o PSD desempenhou um papel e saiu grande da eleição.
Essa é análise que ele próprio faz, a parte do copo com água.
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