Líderes de Escócia, Irlanda do Norte e País de Gales se unem para reivindicar independência do Reino Unido: 'O tempo de Westminster acabou'
John Swinney, Rhun ap Iorwerth, Mary Lou McDonald e Michelle O'Neill se encontraram no País de Gales nesta segunda-feira.
Getty Images Os primeiros-ministros do País de Gales, da Escócia e da Irlanda do Norte declararam que "o tempo de Westminster está chegando ao fim" e que o governo do Reino Unido deve "se preparar" para uma mudança constitucional.
As três nações formam, junto com a Inglaterra, o Reino Unido, cuja sede do parlamento fica no Palácio de Westminster, em Londres.
Os líderes nacionalistas do Plaid Cymru (Partido do País de Gales), do Sinn Féin (partido da Irlanda do Norte) e do SNP (Partido Nacional Escocês) — que desejam a saída de seus países do Reino Unido — assinaram um acordo nesta segunda-feira (14/9) que afirma que nenhum governo do Reino Unido tem o direito de "bloquear a democracia".
Mas enquanto o escocês John Swinney e a norte-irlandesa Michelle O'Neill defenderam a realização de referendos, o galês Rhun ap Iorwerth se recusou a apresentar um calendário para um referendo em seu país.
Agora no g1 O Partido Trabalhista e o Partido Reformista, ambos do Reino Unido, acusaram o Plaid Cymru de querer desmembrar o reino.
A expectativa é que um acordo sobre a "futura colaboração em áreas de interesse comum" seja assinado ainda nesta segunda entre o País de Gales e a Escócia.
Pela primeira vez desde o início da descentralização de poderes, no fim da década de 1990, o País de Gales, a Escócia e a Irlanda do Norte têm primeiros-ministros que desejam deixar o Reino Unido.
"Para quem nos observa em todas estas ilhas, para quem nos observa em todo o mundo, não poderia haver sinal mais claro de que o tempo de Westminster está chegando ao fim", dizia o memorando de entendimento desta segunda.
"Nenhum governo de Westminster tem o direito de bloquear a democracia ou minar o princípio de que o nosso povo decidirá o seu próprio futuro." "Reconhecemos que nossos partidos têm posições constitucionais diferentes e que cada nação determinará seu próprio futuro à sua maneira e no seu próprio tempo." Um porta-voz do Plaid Cymru, do País de Gales, declarou antes da reunião que a "mudança no cenário político destas ilhas" justificava plenamente a "cooperação política prática" em áreas como energia, economia e colaboração com a Europa.
Ele acrescentou que isso também incluía "as questões políticas e constitucionais mais amplas que nossas nações enfrentam e o direito à autodeterminação".
O líder Ap Iorwerth afirmou que as eleições galesas de maio — que resultaram em uma vitória histórica do nacionalista Plaid Cymru — representaram "um ponto de virada para o País de Gales" e que havia "um reconhecimento crescente de que o modelo de Westminster não funciona mais".
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