Driblando a morte
Para driblar a morte, a vida teve de encontrar meios de transmitir informação.
Um indivíduo desaparece, mas parte da informação que carrega pode permanecer.
A escala temporal é importante aqui.
Algumas informações transmitem-se imediatamente de uma geração para outra.
Outras atravessam muitas gerações.
E, ao longo da evolução, surgiram diferentes maneiras de fazer isso.
Pensemos primeiro nas bactérias.
Quando uma bactéria se divide, cada célula-filha recebe DNA praticamente igual ao da célula-mãe.
O diferencial, nesse caso, reside principalmente na transferência da informação genética.
Mas não apenas nela.
As condições ambientais experimentadas pelas células também podem induzir estados fisiológicos e, em alguns casos, marcas regulatórias que persistem por algum tempo após a divisão celular.
Isso não significa que tudo o que uma bactéria experimenta seja incorporado ao DNA e transmitido às gerações seguintes.
Significa apenas que, além da informação genética, podem existir formas de memória celular.
Uma célula desaparece como indivíduo, mas parte da informação que carregava permanece nas células que dela se originaram.
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