Quem inventou os jingles de campanha eleitoral? Qual é o mais antigo?
Não há convicção ideológica que resista a uma boa música chiclete – e disso os marqueteiros políticos sabem bem.
Os jingles políticos são peças musicais curtas, com melodias e letras simples, formuladas meticulosamente para deixar grudadas na sua cabeça informações como o nome de algum político, o seu número, o que ele representa e suas propostas (caso ele tenha alguma).
É uma das táticas mais empregadas – e mais eficientes – para promover um candidato, um partido ou uma causa.
Também dá para fazer o contrário: falar mal da oposição.
Você provavelmente conhece alguns dos jingles mais famosos, mesmo muitas eleições depois – “Lula Lá”, “Ey, Ey, Eymael”, “Varre, varre, vassourinha” e por aí vai.
Composições do tipo viraram a trilha oficial de alguns dos momentos históricos mais importantes do país.
A história dos jingles políticos no Brasil se confunde com a história dos meios de comunicação.
O ponto de partida é a década de 1920, momento em que o rádio chegou ao país.
O advento da radiotransmissão abriu novas possibilidades para o marketing político da época.
Com essa tecnologia, a campanha de um candidato poderia chegar em novos eleitores com muito mais facilidade.
Continua após a publicidade A primeira transmissão radiofônica feita em solo brasileiro foi ao ar em 1922, no centenário da independência.
Nesses primeiros anos, porém, a operação era tímida, restrita aos centros urbanos e tocada principalmente por fundações sem fins lucrativos.
Naquela década, as rádios nem podiam aceitar inserções comerciais – essa proibição só foi derrubada com um decreto-lei de Getúlio Vargas em 1932.
Ou seja, nenhuma emissora poderia ser paga para veicular publicidade ou mesmo propaganda eleitoral.
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