Além de tijolos: dr.consulta quer se tornar plataforma que une elos da saúde
A vacinação rendia ao dr.consulta “uma renda muito boa”, nas palavras dos próprios executivos.
Mesmo assim, a empresa abriu mão dela: não fazia sentido cobrar por algo que o paciente consegue de graça no SUS.
Hoje, quem procura uma vacina numa unidade da rede é orientado a ir à UBS mais próxima.
“O SUS é a melhor casa de vacina”, diz Massanori Shibata Jr., CEO do dr.consulta.
“O que o SUS faz melhor, deixa fazer melhor.
Somos complementares e precisamos estar onde conseguimos gerar valor.” Esse é só um exemplo do direcionamento e da nova fase que a companhia inaugura.
Depois de receber US$ 30 milhões, cerca de R$ 155 milhões, da International Finance Corporation (IFC), o dr.consulta quer chegar a 10 milhões de pacientes únicos até 2030.
O caminho até a meta, porém, não depende somente da abertura ou aquisição de novas clínicas.
Passa por decidir o que a empresa deixa de fazer, o que entrega a parceiros e o que transforma em plataforma com a ajuda da tecnologia.
“As empresas, na sua grande maioria, estão fazendo redes de clínica”, diz Shibata.
“Para o futuro, não é isso que precisa.
Não é aí que está o grande valor.” Para ele, o valor está na plataforma tecnológica que conecta as unidades, os parceiros e as aquisições, e que capta o paciente e o encaminha para o lugar certo.
“Essa plataforma tem que ser uma plataforma agnóstica.
É aqui que está o nosso valor e o nosso diferencial.” A escolha do sócio também está alinhada com essa nova fase.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em futurodasaude.com.br — o conteúdo pertence a Futuro da Saúde.