Pilotos e comissários lideram risco de morte por câncer ligado à radiação, aponta estudo
Avião de passageiros se aproxima do Aeroporto Internacional de Newark, em Nova Jersey, durante o pôr do sol, em março de 2019.
J.
David Ake/AP Comissários de bordo e pilotos têm o maior risco de morrer de cânceres relacionados à radiação — acima até de pessoas que trabalham com materiais radioativos —, segundo um novo estudo.
A radiação cósmica vem do espaço.
Apenas uma pequena quantidade chega à superfície da Terra, mas a exposição é maior para pessoas que voam em grandes altitudes.
Há evidências limitadas, vindas de estudos pequenos, de que essa exposição se traduza em taxas mais altas de morte por câncer entre pessoas que voam com frequência — principalmente pilotos e comissários de bordo.
O novo estudo “traz novas evidências importantes para essa questão”, escreveram dois especialistas australianos em radiação que não participaram da pesquisa, em um comentário publicado junto ao trabalho.
Agora no g1 O estudo mais recente, publicado na segunda-feira pela revista científica JAMA Internal Medicine, usou dados nacionais dos Estados Unidos de mais de 12 milhões de atestados de óbito que incluíam informações sobre a profissão.
Os autores analisaram as taxas de morte por cânceres ligados à exposição à radiação, incluindo leucemia, linfoma, mieloma múltiplo e cânceres de pele, mama, tireoide, próstata e sistema nervoso central.
Entre mais de 500 profissões, os comissários de bordo tiveram a maior proporção de mortes por cânceres relacionados à radiação, e os pilotos ficaram em segundo lugar, segundo os pesquisadores.
Para essas duas profissões, as chances de morrer eram excepcionalmente altas para cada tipo de câncer relacionado à radiação.
Nenhum dos dois grupos apresentou taxas de morte acima do normal por cânceres que não são ligados à exposição à radiação, observaram Catherine Olsen e Ken Karipidis, autores do comentário.
Esse dado “reforça a hipótese de que a exposição ocupacional à radiação, e não fatores de estilo de vida ou socioeconômicos, esteja por trás do excesso observado”, escreveram.
Os pesquisadores descobriram que os comissários de bordo tinham cerca de 50% mais chance de morrer de um câncer relacionado à radiação do que a população ocupada em geral.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1.