“Veneza proíbe construção de mesquita em Mestre”
A Prefeitura de Veneza proibiu a construção de uma mesquita em Mestre, na parte continental da cidade, gerando a promessa de greve por parte da comunidade local de imigrantes de Bangladesh.
A decisão, anunciada nesta semana, causou forte repercussão entre os cerca de 10 mil trabalhadores bengaleses, cruciais para a economia da região e que constituem grande parte da mão de obra em bares e restaurantes do centro histórico veneziano, além de instalações da empresa naval Fincantieri.
A Prefeitura de Veneza proíbe a construção de uma mesquita em Mestre, desencadeando um impasse com a comunidade imigrante.
Trabalhadores bengaleses, essenciais para o turismo e indústria naval de Veneza, ameaçam greve geral em protesto contra a decisão.
O prefeito Simone Venturini condiciona a permissão à “integração” da comunidade, enquanto líderes islâmicos pedem diálogo.
O projeto para o templo islâmico existe há vários anos e prevê a construção em uma antiga serraria abandonada, perto da estação ferroviária de Mestre.
O terreno foi adquirido recentemente pela associação de imigrantes bengaleses “Giovani per l”Umanità” (“Jovens pela Humanidade”), que planeja financiar a obra com recursos próprios.
Contudo, o local está classificado como imóvel comercial, e sua transformação em “zona de interesse coletivo”, etapa essencial para que a obra saia do papel, depende da aprovação da Prefeitura.
Por que a prefeitura de Veneza vetou a mesquita? Segundo o prefeito de centro-direita Simone Venturini, eleito em maio passado, a construção da mesquita somente será autorizada quando a comunidade de imigrantes de Bangladesh demonstrar “passos concretos” no caminho da “integração”, especialmente em relação “às condições da mulher”.
Em resposta à decisão, o presidente da “Jovens pela Humanidade”, Prince Howlader, ameaçou: “Se não nos deixarem construir nossa mesquita, estamos prontos para ir às ruas.
E se entrarmos em greve, a Fincantieri fechará, juntamente com todo o setor turístico”.
Howlader salientou que o ex-prefeito Luigi Brugnaro, também de centro-direita, teria indicado a serraria abandonada como um local adequado para o templo.
“Foi a Prefeitura que nos colocou em contato com os ex-proprietários.
Há três anos dialogamos com o governo municipal para realizar esse projeto, que é de toda a comunidade muçulmana”, afirmou ele.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em istoe.com.br — o conteúdo pertence a IstoÉ.