Lula contra as bets: o plano do governo para a ofensiva contra as apostas
Lula contra as bets virou neste domingo (20) uma das frentes mais visíveis da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Depois de semanas dizendo que, pessoalmente, é favorável ao fim das plataformas de apostas, Lula passou a tratar o tema como uma ofensiva de governo: cobra uma medida concreta dos ministros, promete enfrentar o endividamento provocado pelo jogo e agora vê apoiadores mobilizados nas redes em torno da palavra de ordem “BORA LULA CONTRA AS BETS”.
A movimentação ocorre enquanto o Palácio do Planalto discute o formato jurídico e o alcance da medida.
A solução mais avançada é uma Medida Provisória para proibir os cassinos online — jogos de resultado instantâneo, como os chamados “tigrinho” e “Aviator” — e endurecer as regras do mercado de apostas.
A extensão das restrições às apostas esportivas, à publicidade e aos patrocínios ainda é objeto de discussão dentro do governo.
A Fórum já havia mostrado que Lula defendia pessoalmente a proibição e que havia resistência à proposta dentro do próprio governo.
Antes disso, o portal também noticiou a reunião convocada pelo presidente com representantes da sociedade civil para discutir os efeitos das apostas sobre as famílias.
Lula contra as bets: o que está na mesa O desenho ainda não está fechado, mas diferentes frentes aparecem nas discussões: a proibição dos cassinos online; novas limitações às apostas esportivas; restrições mais severas à propaganda e aos patrocínios; e o reforço do combate às plataformas clandestinas e aos meios de pagamento usados pelo mercado ilegal.
O ponto mais adiantado é o veto aos cassinos online.
Segundo informações que circulam entre integrantes do governo, a proposta pode preservar, ao menos inicialmente, as apostas esportivas e os patrocínios de clubes.
A decisão final, porém, depende de Lula.
O presidente tem repetido publicamente uma posição mais ampla: se depender de sua vontade pessoal, as bets acabam.
A cautela dentro do governo tem razões jurídicas e fiscais.
As empresas atualmente autorizadas pagaram outorgas para explorar apostas esportivas e jogos online.
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