A nova corrida da IA será vencida por quem controlar a memória
Quem compra tecnologia hoje ouve a mesma frase dos fornecedores: "não temos volume suficiente para atender toda a demanda".
Não é falta de vontade, é a lógica pura de oferta e demanda batendo na porta de quem depende de memória para fabricar qualquer coisa.
E o motivo não está no modelo de IA mais recente, está na memória que sustenta esse modelo .
Os números confirmam a pressão.
No primeiro trimestre de 2026, os preços contratuais da DRAM convencional (a memória que equipa qualquer notebook ou servidor) subiram entre 93% e 98%.
A receita mundial do setor cresceu 81% e chegou a US$ 97 bilhões, segundo levantamento sobre o mercado de DRAM.
Isso não é um ajuste pontual, é uma corrida por capacidade que já chegou na planilha de qualquer empresa que compra eletrônicos.
Quem está por trás dessa disputa é a HBM, a memória de altíssima performance que alimenta os supercomputadores de IA e que é muito mais lucrativa para seus fabricantes.
Ela consome 22% de toda a capacidade fabril de memória do mundo, mas representa só 9% do volume de bits produzidos, segundo análise sobre capacidade produtiva de memória.
A alta demanda por memórias HBM em servidores de IA reduziu a capacidade fabril global e pressionou os preços da memória DRAM. (Imagem: Getty Images) Uma fatia pequena da produção ocupa um espaço desproporcional nas fábricas, e isso empurra o preço de tudo que sobra para o resto da indústria: celular, notebook, carro.
E essa conta muda de mês a mês.
Em parte de 2026, os módulos DDR5 de servidor chegaram a ser mais rentáveis por lâmina do que a própria HBM, o que mostra que os fabricantes estão o tempo todo decidindo, lâmina a lâmina, o que vale mais a pena produzir.
Cada uma dessas decisões mexe direto na oferta disponível para servidores , computadores, celulares e até veículos.
Quem compra sente isso antes de qualquer manchete.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.tecmundo.com.br — o conteúdo pertence a TecMundo.