Dólar hoje segue perto da estabilidade após leilões cambiais do BC
O dólar à vista opera em leve baixa ante o real nesta quinta-feira (27), após o Banco Central ter realizado dois leilões cambiais simultâneos, enquanto no exterior a moeda norte-americana sustentava ganhos ante outras divisas fortes.
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Na B3, o contrato de dólar futuro para setembro DOLc1 — o mais líquido no mercado brasileiro — cedia 0,03%, aos R$5,1500.
O dólar à vista encerrou a sessão de quarta-feira com alta de 0,23%, aos R$5,1533.
Às 9h20, o Banco Central vai realizar o chamado “casadão”: um leilão de venda à vista de dólares, no valor de US$1 bilhão, juntamente com um leilão de swap cambial reverso, também com oferta de US$1 bilhão.
Dólar comercial Compra: R$ 5,152 Venda: R$ 5,154 O que aconteceu com dólar hoje? O Banco Central vendeu nesta manhã, em dois leilões simultâneos, US$1 bilhão em moeda à vista e 20.000 contratos no valor de US$1 bilhão de swap cambial reverso — neste caso, uma operação cujo efeito é equivalente à compra de dólares no mercado futuro.
As duas operações simultâneas são conhecidas como “casadão” pelos investidores e dão liquidez ao mercado.
O efeito delas sobre as cotações do dólar é, em tese, nulo, já que o BC vendeu US$1 bilhão em uma ponta e comprou US$1 bilhão em outra.
No exterior, parte das atenções está voltada para a reação dos investidores à divulgação de resultados da gigante de tecnologia norte-americana Nvidia, que na noite de quarta-feira previu receitas acima das estimativas para o terceiro trimestre.
Os dados da sessão anterior mostraram que a inflação nos EUA subiu mais do que o esperado em julho, reforçando as expectativas de que as taxas de juros possam permanecer restritivas até o final do ano.
Outro relatório reiterou que a economia cresceu 1,5% no segundo trimestre.
O mercado agora vê menor espaço para cortes de juros no curto prazo e aumentou as apostas em uma eventual alta até o fim do ano.
A perspectiva é reforçada pelas tensões no Oriente Médio, que mantêm os preços do petróleo elevados e podem pressionar ainda mais a inflação.
Com a atenção voltada ao simpósio de Jackson Hole, os investidores aguardam sinais do Fed sobre a trajetória da política monetária.
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