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Economia

Tensão no Oriente Médio e balanço da Nvidia mexem com as Bolsas pelo mundo

UOL Economia ·
Tensão no Oriente Médio e balanço da Nvidia mexem com as Bolsas pelo mundo

As bolsas asiáticas fecharam sem direção única, com o balanço da Nvidia no centro das atenções e a guerra no Oriente Médio no radar, enquanto o petróleo reverte a trajetória de queda dos últimos três dias. Na Europa, o cenário resulta na queda dos principais índices.

Balanço da Nvidia sustentou o apetite por ações ligadas à inteligência artificial e a semicondutores. A empresa registrou vendas recordes no segundo trimestre e divulgou projeções acima do esperado, o que reforçou o interesse por papéis de hardware e tecnologia.

Ações de semicondutores avançaram em parte da região, com destaque para Coreia do Sul e Japão. A SK Hynix subiu 2,5% e a Samsung Electronics avançou 1,7%, enquanto a japonesa Kioxia Holdings teve alta de 5%; na contramão, a TSMC caiu 0,20% em Taipé.

Bolsa sul-coreana liderou ganhos dos mercados asiáticos, apesar de alta de juros no país. O índice Kospi subiu 1,53% em Seul, para 6.912,37 pontos, mesmo após o BoK (Banco da Coreia) elevar a taxa básica pela segunda vez seguida, para 3%.

Índices da China continental subiram, enquanto os papéis de Hong Kong recuaram. O Xangai Composite ganhou 1,13%, para 3.956,57 pontos, e o Shenzhen Composto avançou 1,72%, para 2.561,21; em Hong Kong, o Hang Seng caiu 0,34%, para 25.565,74 pontos.

Setores de tecnologia e hardware puxaram a alta na China após a leitura do resultado da Nvidia. O Índice de Comunicação 5G subiu 3,8% e as ações ligadas à inteligência artificial avançaram 3,6%, enquanto o índice STAR50, focado em tecnologia, teve alta de 3,8%.

Bolsas europeias operam majoritariamente em baixa nesta manhã. Após o balanço melhor do que o esperado da Nvidia, as perdas nos setores químico, automotivo e de bens pessoais e domésticos se sobrepõem aos ganhos do setor de tecnologia. Por volta das 7h22 (de Brasília), o índice pan-europeu Stoxx 600 recuava 0,34%, para 654,20 pontos.

Pessimismo contaminava os principais mercados acionários europeus. Às 7h24, o FTSE de Londres caía 0,49%, o CAC de Paris recuava 1,12% e o IBEX de Madri cedia 0,55%. Por outro lado, o DAX de Frankfurt subia 0,17%.

Investidores acompanharam desdobramentos no Oriente Médio, com impacto direto no preço do petróleo. O mercado monitorou a expectativa de reabertura do Estreito de Hormuz, rota por onde passava cerca de um quinto do petróleo comercializado no mundo antes do conflito iniciado há quase seis meses.

Petróleo sobe após quatro dias consecutivos de queda, mas permanece abaixo de US$ 90. A cotação do Brent, referência internacional para o combustível, subia 0,25% por volta das 7h10. Com isso, os contratos com entregas previstas para novembro eram negociados por US$ 87,16 o barril, em meio à leitura de menor risco de interrupção na oferta.

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