Campo Verde transforma produção de algodão em oportunidades de investimento
Campo Verde, a 139 km de Cuiabá, reúne produção agrícola, indústria e infraestrutura logística para ampliar a cadeia do algodão e atrair novos investimentos.
Considerado um dos principais polos produtores da fibra no país e o maior polo têxtil de Mato Grosso e da região Centro-Oeste, o município aposta na industrialização para transformar a matéria-prima em produtos de maior valor agregado.
Prefeitura de Campo Verde Assessoria Na safra 2025/2026, foram cultivados 87,3 mil hectares de algodão em Campo Verde, com produção estimada em 396 mil toneladas de algodão em caroço.
O município conta ainda com 23 unidades de beneficiamento e duas fiações, que produzem cerca de 3,5 mil toneladas de fios por mês.
Para o secretário de Desenvolvimento Econômico e Turismo de Campo Verde, Henrique Soares, o município vive uma nova etapa de crescimento da cadeia produtiva.
“Campo Verde tem se destacado e assumido um papel de protagonismo na produção de algodão em Mato Grosso.” Segundo ele, a estratégia é avançar além da produção agrícola e consolidar uma cadeia industrial completa no município.
“Desde 2022, estabelecemos como estratégia a verticalização e a industrialização da cadeia.
O objetivo é fazer com que Campo Verde não seja apenas um polo de fiação, mas também um polo completo da cadeia têxtil no Centro-Oeste e em Mato Grosso.” Produção e indústria O processo de industrialização do algodão começou ainda na década de 1990, com a instalação das primeiras unidades de beneficiamento.
Em 2011, Campo Verde recebeu a primeira fiação e, em 2016, uma segunda indústria do setor.
As duas empresas instaladas no município estão ampliando a capacidade de produção.
A expectativa é que, com a expansão, Campo Verde alcance aproximadamente 10% da produção brasileira de fios.
Para Soares, o crescimento da indústria está diretamente ligado às condições criadas para estimular novos negócios.
“Essas medidas ajudaram a mobilizar as duas fiações instaladas no município, que decidiram dobrar a capacidade de produção.
Em 2026, as empresas estão finalizando esse processo de ampliação.” O município também busca atrair novos empreendimentos ligados à cadeia têxtil, desde o beneficiamento e a fiação até outras etapas de transformação do algodão.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Mato Grosso.