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CNI reduz projeção para o PIB e eleva estimativas de inflação e dívida pública

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CNI reduz projeção para o PIB e eleva estimativas de inflação e dívida pública

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) diminuiu nesta quarta-feira de 2% para 1,6% a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do país em 2026.

A entidade também projetou uma taxa de inflação maior que a estimada anteriormente e vê a relação dívida/PIB em trajetória de alta.

De acordo com o Informe Conjuntural do 3º Trimestre, a revisão para baixo do desempenho da economia se deve, principalmente, às perspectivas menos favoráveis para a indústria — em especial o segmento de transformação — e os serviços, cujos efeitos devem se sobrepor ao avanço da agropecuária e da indústria extrativa.

Leia mais: CNI defende união do país após eleições: “Chega de nós contra eles”, diz presidente Mario Sergio Telles, diretor de Desenvolvimento Industrial da CNI, comentou em nota que há uma divisão clara de desempenho entre os segmentos analisados.

Os setores para os quais as previsões são de manutenção ou até crescimento são aqueles que independem do ciclo econômico.

“Não dependem muito da demanda interna e, portanto, não estão muito afetados pela política monetária.

Esses são, especialmente, o setor extrativo mineral e a agropecuária”, explicou.

Por outro lado, os setores mais dependentes e mais sensíveis aos juros, o caso da indústria de transformação, do comércio e, em alguma medida, dos serviços, têm um movimento contrário.

“Então, quem está mais dependente de mercado interno está sendo muito afetado por conta da taxa de juros”, detalhou Telles.

Pelas contas da CNI, a desaceleração da economia deve ser sentida de forma mais intensa pela indústria, cuja expectativa de crescimento foi alterada de 2% para 1,3% — a maior revisão negativa entre os setores.

“O resultado revela que nem mesmo a expansão da indústria extrativa, estimada em 9,1%, será capaz de compensar o enfraquecimento da indústria de transformação”, comenta em nota a CNI.

A explicação é que o segmento da transformação segue pressionado pela queda da demanda interna, pela piora das condições financeiras das empresas e das famílias — consequência dos juros elevados—, pela entrada substancial de produtos importados e pelo aumento dos custos de produção.

“Por isso, da projeção de alta de 0,6%, divulgada em julho, a CNI passou a estimar queda de 0,7% do setor para 2026.

Embora também sofra com os efeitos dos juros altos e o enfraquecimento da demanda, a indústria da construção teve a expectativa de alta mantida em 1,5%.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.infomoney.com.br — o conteúdo pertence a InfoMoney.

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