Guaxinim raro ensina família a fazer brinquedo usando papel e areia; veja vídeo
Um jovem guaxinim-pigmeu (Procyon pygmaeus) na ilha de Cozumel, no México, chamou a atenção de pesquisadores ao transformar lixo em brinquedo e, aparentemente, ensinar parentes a repetir o comportamento.
O animal foi avistado retirando um pedaço de papel de uma lixeira, mergulhando-o várias vezes na água, amassando o material, rolando-o na areia até formar uma bola e, finalmente, jogando-a no chão.
A cena, registrada em uma pesquisa publicada no final de agosto na revista científica Wild, pode representar a primeira evidência documentada de uma “cultura material” na família dos procionídeos (grupo que inclui guaxinins, quatis e seus parentes).
A expressão descreve comportamentos relacionados ao uso ou à transformação de objetos do ambiente que podem ser aprendidos e transmitidos entre indivíduos.
Da lixeira ao brinquedo A descoberta ocorreu enquanto uma dupla de pesquisadoras da Universidade de Miami, dos Estados Unidos, estudava a espécie criticamente ameaçada de extinção em seu habitat natural, em Cozumel.
Seu objetivo inicial era de entender como a presença humana e o turismo afetam a vida desses animais, considerados raros - estima-se que só restam 120 na natureza.
Em janeiro, porém, uma observação inesperada desviou sua atenção para um comportamento incomum.
Em vez de procurar a lixeira que a família costumava associar a restos de comida, uma jovem guaxinim fêmea foi até um recipiente com papel e plástico e pegou um recibo de compra.
Veja no vídeo abaixo: O animal primeiro mergulhou o papel repetidamente em uma tigela com água — comportamento exploratório comum entre guaxinins.
Depois, amassou o recibo até formar uma pequena esfera, rolou-a na areia e começou a arremessá-la no chão, como se estivesse brincando.
“Na minha cabeça, não foi uma grande descoberta.
Foi mais tipo: ‘Olha que fofa! Ela está fazendo uma bolinha!’”, lembra Nessie O'Neil, primeira autora do artigo, em entrevista à revista Scientific American.
A pesquisadora filmou a cena e compartilhou o registro com sua orientadora, Michelle Szydlowski.
Foi então que elas perceberam que o episódio poderia ter uma grande relevância científica.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em revistagalileu.globo.com — o conteúdo pertence a Galileu.