"Agenda da bomba" detalha como influencer vendia anabolizantes no DF
A influenciadora digital Ana Luiza de Nazaré Lima, presa pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) na Operação Narciso, exercia um papel muito mais profundo e grave do que a mera divulgação de anabolizantes nas redes sociais.
Segundo investigadores da PCDF, ela era fabricante direta das substâncias clandestinas .
Durante as buscas realizadas na residência da investigada, em Águas Claras, os policiais apreenderam a chamada “agenda da bomba”.
O documento consiste em um caderno detalhado onde a influenciadora mantinha rigorosamente organizados todos os produtos comercializados, a lista dos clientes que deveriam receber os frascos e os valores exatos cobrados por cada entrega do esquema.
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Os policiais conseguiram reunir provas que corroboram com a informação de que Ana Luiza sabia sobre a existência de substâncias perigosas que continham nos produtos vendidos.
Estrutura do esquema Uma teia criminosa que transformou a busca pelo corpo perfeito em um negócio milionário e altamente perigoso foi desmantelada na semana passada.
A Divisão de Defesa do Consumidor da Coordenação de Repressão aos Crimes contra o Consumidor, a Propriedade Imaterial e a Fraudes (Corf), da PCDF, deflagrou a Operação Narciso, considerada a maior ação do ano contra o comércio ilegal de anabolizantes e substâncias proibidas no país.
No centro desse esquema com conexões em Águas Claras, está o ex-casal formado pela influenciadora digital Ana Luiza de Nazaré Lima, que ostenta mais de 150 mil seguidores no ramo fitness, e seu ex-marido, Alam Manoel Lima, que desempenhava papel estratégico na distribuição de substâncias nocivas.
Ambos foram presos preventivamente na operação.
Enquanto Ana Luiza utilizava sua imagem para promover o produto clandestino “Yellow B” e uma linha à base de testosterona — prometendo emagrecimentos milagrosos de até sete quilos em uma semana —, Alam era o responsável por toda a logística de produção e entrega do produto clandestino.
O esquema utilizava um restaurante japonês de propriedade da dupla, localizado em Ceilândia, como ponto físico de distribuição e apoio para envios efetuados via Correios e motoboys.
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