Chuvas em SP: desabamento, mortes na Penha e alertas
As intensas chuvas que castigaram o estado de São Paulo entre quinta-feira e sábado causaram a morte de ao menos oito pessoas e deixaram uma desaparecida, além de provocar queda de árvores, alagamentos e diversas ocorrências graves.
Na capital, um desabamento de prédio em construção na Penha vitimou sete pessoas e deixou duas feridas na madrugada de sábado, 12.
As fortes chuvas em São Paulo e o desabamento de um prédio na Penha causaram a morte de oito pessoas e deixaram uma desaparecida no estado.
A construção que desabou estava irregular e embargada desde 2021, e a Prefeitura investiga a fiscalização falha.
Em Jandira, uma enxurrada arrastou três pessoas, com duas mortes confirmadas e uma busca em andamento.
O prédio que desabou na Rua Tequeci, Penha, na madrugada de sábado (12), era uma construção irregular de 12 andares.
O Corpo de Bombeiros localizou todas as vítimas; uma criança e um homem sobreviveram, enquanto três mulheres (uma gestante), dois homens e uma criança morreram.
As casas vizinhas foram vistoriadas e três permanecem interditadas pela Defesa Civil do município.
A tragédia na Penha, que deixou dois mortos , é o foco de uma investigação sobre a irregularidade da obra.
A Prefeitura de São Paulo informou que a construção era um prédio residencial embargado desde 2021.
Naquele ano, o município ingressou com uma ação judicial para a demolição do empreendimento, após múltiplas ações fiscalizatórias da Subprefeitura Penha, ordem de interdição e multas aplicadas, incluindo uma no valor de R$ 119 mil.
Qual o histórico da construção irregular? Em 2022, a empresa responsável apresentou um novo projeto, que foi autorizado com a condição de demolição da estrutura antiga.
Contudo, apurações preliminares indicam que a demolição exigida pela Prefeitura não foi cumprida.
Em fevereiro de 2024, uma fiscalização teria sido realizada e um laudo, assinado por uma servidora da Subprefeitura, afirmava que a demolição havia sido efetuada.
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