Governo e campanha de Lula desmentem matéria do “Valor” sobre aposentados
A publicação de uma reportagem ancorada exclusivamente em “apurações anônimas” e supostos vazamentos de bastidores pela imprensa financeira provocou uma reação imediata e dura no Palácio do Planalto e no comando político da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O desmentido veemente veio em resposta a uma matéria do jornal Valor Econômico , do Grupo Globo, que atribuía a integrantes da equipe econômica o estudo de uma medida de alto desgaste social e eleitoral: criar dois índices distintos de reajuste do salário mínimo, desvinculando o ganho real dos trabalhadores da ativa do valor pago a aposentados, pensionistas e beneficiários de programas assistenciais como o BPC num eventual quarto mandato.
Apontada nos bastidores de Brasília como uma clara operação de “terrorismo eleitoral”, a narrativa foi pronta e categoricamente descartada por fontes governamentais e partidárias, que denunciaram o uso de conjecturas sem autoria declarada para alimentar a maquinação política da oposição bolsonarista.
A reação formal do Executivo veio pela voz do ministro em exercício da Fazenda, Dario Durigan.
O número um da pasta econômica foi enfático ao desmontar a especulação veiculada pelo periódico financeiro e reafirmar o compromisso do governo com as regras fiscais vigentes sem qualquer desidratação dos direitos previdenciários: “Nós vamos cravar uma trajetória de sustentabilidade com redução da dívida a longo prazo… A regra fiscal foi desmoronada no governo anterior.
Nós apresentamos uma regra agora e nós estamos num período em que a gente diz que vai fortalecer a regra fiscal… Não está colocada a desvinculação do salário mínimo nos benefícios, tanto previdenciários quanto alguns sociais”, cravou Durigan, sepultando publicamente a tese de que a equipe econômica estaria gestando um arrocho silencioso sobre a renda da população idosa.
Na mesma linha, o comando da campanha de reeleição de Lula também reagiu de forma contundente ao balão de ensaio.
Em conversa exclusiva com a Fórum , um quadro histórico do Partido dos Trabalhadores, que integrou por décadas o Diretório Nacional da legenda e atua diretamente na campanha presidencial, assegurou que o assunto jamais foi abordado nas mesas de discussão do partido: “Esse tema nunca entrou em discussão, não consta das diretrizes e nem apareceu no plano de governo do presidente Lula”, revelou a fonte sob condição de transparência quanto à linha política oficial da candidatura, enquadrando a matéria como uma investida diversionista criada para fabricar pânico na base eleitoral petista a poucas semanas da votação.
Fragilidade estrutural e o uso de “ fontes fantasmas ” O episódio ganha gravidade ao expor as entranhas e os vícios de origem da própria cobertura do jornalismo econômico tradicional.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em revistaforum.com.br — o conteúdo pertence a Revista Fórum.