O que são os “Problemas do Milênio” da matemática?
À medida que a virada do milênio se aproximava, um instituto de pesquisa nos Estados Unidos chamado Clay Mathematics Institute (CMI), reunia os maiores matemáticos do mundo para um projeto ambicioso.
Liderados pelo conselho científico do instituto, a comunidade selecionou um conjunto de sete problemas matemáticos nunca antes resolvidos.
Nascia ali os “Problemas do Milênio”.
A ideia é simples.
O CMI concede um milhão de dólares para o pesquisador que solucione um dos problemas pela primeira vez.
É claro: nenhum dos 7 problemas é fácil de resolver.
Eles foram escolhidos justamente por serem considerados algumas das questões mais difíceis com as quais os matemáticos se deparavam na virada do segundo milênio.
No dia 24 de maio de 2000, o Instituto anunciou a lista final dos sete problemas: a Conjectura de Birch e Swinnerton-Dyer; a Conjectura de Hodge; o problema da existência e unicidade para as equações de Navier-Stokes; a Conjectura de Poincaré; o problema P versus NP; a Hipótese de Riemann; e o problema da lacuna de massa para a teoria quântica de Yang-Mills.
Segundo o instituto, o objetivo é “elevar, na consciência do público em geral, a percepção de que, na matemática, a fronteira permanece aberta e repleta de problemas importantes ainda não resolvidos”.
Atualmente, os Problemas do Milênio estão entre os temas mais pesquisados da área e o CMI não estabeleceu um prazo limite para a resolução deles.
Continua após a publicidade Ao longo dos últimos 26 anos, apenas um deles foi oficialmente resolvido: a Conjectura de Poincaré, em 2003, pelo matemático russo Grigori Perelman.
Nesta terça-feira (8), porém, a OpenAI anunciou que uma de suas IAs conseguiu resolver o problema de Navier-Stokes.
Entenda (ou tente entender) o que significam esse e os outros problemas do Milênio: A matemática por trás da bola da Copa do Mundo Continua após a publicidade Conjectura de Poincaré Uma esfera bidimensional é formada por uma única superfície bidimensional fechada e conexa.
Para explicar a afirmação , podemos usar uma maçã: se esticarmos um elástico em volta da superfície da fruta, é possível reduzir o elástico a um novo ponto, sem rasgá-lo e sem deixá-lo sair da superfície.
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