Defesa alega sorteios legais e pede liberdade a irmãos Razuk após liminar negada
A defesa dos irmãos Eduardo Rezende da Silva Razuk e Rafael Rezende da Silva Razuk recorreu ao TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul) e tenta reverter a prisão preventiva decretada na operação Rodas da Sorte, sustentando que os sorteios investigados tinham autorização legal e que, por isso, não haveria crime antecedente para justificar a acusação de lavagem de dinheiro.
O advogado Tiago Bunning afirmou ao Campo Grande News , na manhã desta quinta-feira (27), que a liminar apresentada para buscar a liberdade dos dois foi indeferida, mas a defesa mantém a tese de que a prisão não é necessária.
Segundo Tiago, a legislação da Paraíba permite a comercialização e a divulgação, inclusive fora do Estado, de sorteios autorizados pela Loteria da Paraíba.
“A legislação vigente no Estado da Paraíba autoriza a comercialização e a publicidade, inclusive fora do Estado, de sorteios autorizados pela Loteria da Paraíba.
Os sorteios realizados eram autorizados”, afirmou.
A defesa afirma que a empresa FN, também investigada, possuía autorização e mantinha contrato com Eduardo para que ele atuasse como influenciador e divulgador dos sorteios.
Com isso, o advogado contesta um dos principais pontos da investigação e a suspeita de que os valores movimentados teriam origem em atividade ilegal.
Para a defesa, se os sorteios eram autorizados, não existiria o crime anterior necessário para sustentar a acusação de lavagem de dinheiro.
Tiago também argumenta que não houve tentativa de esconder patrimônio ou movimentações financeiras.
“Não havia qualquer tentativa de ocultar ou dissimular o patrimônio, ou os valores recebidos.
Toda a renda obtida por Eduardo com a divulgação dos sorteios era recebida na conta da própria empresa dele e depois transferida para sua conta de pessoa física”, declarou.
Segundo ele, os valores recebidos por Eduardo entravam na conta da empresa e depois eram transferidos para a conta pessoal do influenciador.
A defesa afirma ainda que os rendimentos eram declarados e que impostos e tributos eram pagos.
Os veículos atribuídos a Eduardo também estavam registrados em nome dele, conforme o advogado, que nega o uso de terceiros ou “laranjas” para ocultação de patrimônio.
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