Depois de cair no mar durante uma tempestade e perder praticamente todos os suprimentos, um navegador permaneceu 76 dias sozinho em uma pequena balsa inflável atravessando milhares de quilômetros do Atlântico antes de ser encontrado vivo
Dessalinizadores solares, pesca improvisada e reparos constantes mantiveram o navegador vivo durante 76 dias atravessando o Atlântico
Whastapp Facebook Linkedin Twitter COMPARTILHAR Em fevereiro de 1982, o velejador norte-americano Steven Callahan abandonou seu pequeno veleiro Napoleon Solo depois que a embarcação sofreu graves danos no Atlântico, poucos dias após deixar as Ilhas Canárias. A partir daquele momento, sua sobrevivência dependeria de uma balsa inflável de cerca de 1,8 metro, poucos equipamentos recuperados e da capacidade de produzir água e encontrar alimento enquanto correntes e ventos o empurravam em direção ao Caribe. Callahan permaneceria sozinho no oceano durante 76 dias.
Callahan havia partido das Canárias rumo ao Caribe quando, durante a noite de 4 para 5 de fevereiro de 1982, seu veleiro sofreu um impacto em meio ao mau tempo e começou a encher de água. Ele nunca conseguiu determinar com certeza o que atingiu a embarcação, embora tenha considerado a possibilidade de colisão com algum objeto ou animal marinho.
Percebendo que não conseguiria salvar o barco, transferiu-se para a balsa inflável e, enquanto o veleiro ainda permanecia parcialmente acessível, conseguiu recuperar alguns equipamentos. Depois disso, ficou sozinho em uma embarcação minúscula, exposto ao sol, às ondas e à água salgada, sem rádio capaz de garantir um resgate imediato.
Parte decisiva de sua sobrevivência veio dos objetos recuperados do Napoleon Solo . Entre eles estavam equipamentos simples de pesca e pequenos dessalinizadores solares, dispositivos capazes de utilizar evaporação e condensação para produzir água doce a partir da água do mar.
O episódio abaixo do programa I Shouldn’t Be Alive reconstrói toda a história, desde o naufrágio até os sucessivos problemas enfrentados por Callahan durante os 76 dias no Atlântico.
Os dessalinizadores solares foram fundamentais. Eles funcionavam com um princípio relativamente simples: a água salgada aquecida pelo Sol evaporava, enquanto o vapor condensava em outra superfície e era recolhido como água doce. Era um processo lento, portanto Callahan precisava administrar cuidadosamente cada pequena quantidade produzida.
Ele também aproveitou chuvas quando teve oportunidade. Conseguir água era mais urgente do que conseguir comida, porque a desidratação pode se tornar fatal muito antes da falta de alimento. Experiências de sobrevivência marítima mostram que água doce, proteção contra o Sol e uma embarcação capaz de permanecer flutuando estão entre as necessidades fundamentais de quem fica à deriva.
Com o tempo, pequenos peixes começaram a acompanhar a balsa, formando um ecossistema ao redor da estrutura flutuante. Callahan utilizou um arpão improvisado para capturar principalmente dourados-do-mar e outros peixes, consumindo carne e aproveitando também líquidos presentes nos animais.
A comida continuava irregular e insuficiente, mas o fornecimento de peixe ajudou a prolongar sua resistência.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em oantagonista.com.br — o conteúdo pertence a O Antagonista.