Eventos de El Niño ficaram quase 40% mais intensos nos últimos 40 anos, revela estudo
Um El Niño de proporções históricas está ganhando forma no Oceano Pacífico desde o início de junho deste ano.
O evento pode provocar eventos climáticos extremos em algumas partes do globo, como enchentes e tempestades.
Esse cenário é, em parte, reflexo da intensificação do fenômeno: um estudo publicado na revista Science indica que estes eventos ficaram quase 40% mais intensos nos últimos 40 anos, quando comparados à era pré-industrial.
O motivo provável é o aquecimento global, argumentam os autores.
Segundo o artigo, os El Niños das últimas quatro décadas foram mais fortes do que qualquer outro ocorrido nos mil anos anteriores a 1850, quando a atividade humana começou a impactar o clima por causa da emissão de gases de efeito estufa.
Intensificação do El Niño Continua após a publicidade O El Niño é um fenômeno climático natural que ocorre há milhares de anos.
Ele ocorre quando há alterações na circulação atmosférica e oceânica no Pacífico equatorial, que resultam num aumento de pelo menos 0,5 °C na temperatura média das águas superficiais por alguns meses consecutivos.
Um “Super El Niño” pode estar chegando em 2026 Continua após a publicidade Quanto mais quentes as águas do Pacífico ficam, maior a intensidade do fenômeno.
Se elas ultrapassam os 2 ºC de aquecimento, o National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA), uma agência climática americana, classifica o evento como “muito forte”.
Informalmente, ele pode ser apelidado de “Super El Niño”.
Nesse caso, as chances de desastres como enchentes, incêndios florestais, deslizamentos de terras e tempestades extremas acontecerem são maiores.
Continua após a publicidade Em 2026, um “Super El Niño” está se formando.
“A questão não é se ele vai ocorrer, mas sim qual será a sua gravidade e qual será a extensão dos impactos”, diz Julia Cole, professora da Universidade de Michigan e autora do novo artigo.
Histórico Continua após a publicidade Em busca de evidências históricas de cada El Niño, a equipe de pesquisadores coletou amostras de 13 corais nas Ilhas dos Galápagos.
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