Lula articula apoio a Motta e Alcolumbre para conter avanço do PL no Congresso
A reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) abriu uma disputa pelo comando do Congresso que será decisiva para a governabilidade a partir de 2027.
O presidente sinalizou apoio à recondução de Hugo Motta (Republicanos-PB) à presidência da Câmara e de Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) ao Senado, em uma articulação para ampliar sua interlocução com o Centrão e conter o avanço do PL de Flávio Bolsonaro.
Lula recebeu os dois parlamentares na segunda-feira (26), no Palácio da Alvorada, um dia depois de vencer o segundo turno.
O petista comunicou que o PT apoiará suas candidaturas nas eleições internas de 1º de fevereiro de 2027.
O acordo interessa aos três.
Motta e Alcolumbre buscam permanecer no comando das Casas, enquanto Lula precisa construir maiorias em um Congresso mais conservador, sobretudo com o fortalecimento do PL.
Na noite da vitória, o presidente já havia indicado que negociaria com a nova composição parlamentar.
“Eu não escolhi o Congresso.
Foi o povo que escolheu.
E é com ele que eu vou votar, vou trabalhar e vou aprovar as coisas”, afirmou.
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Na Casa Alta, o senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha presidencial de Flávio, pretende disputar a presidência contra Alcolumbre.
A senadora Tereza Cristina (PP-MS) também é mencionada nas articulações.
O PL considera prioritário conquistar o comando do Senado, responsável por definir a tramitação de projetos, conduzir a agenda de indicações de autoridades e decidir sobre o andamento de pedidos de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
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