Reajuste no Bolsa Família: quais varejistas da B3 podem ser beneficiadas?
O anúncio do governo federal de um reajuste de 15% no programa Bolsa Família deve trazer um impulso de curto prazo para o consumo das famílias e favorecer principalmente varejistas com forte presença nas regiões Norte e Nordeste do país, segundo avaliação do JPMorgan.
A mudança entra em vigor em outubro e elevará os gastos do programa em cerca de R$ 5,8 bilhões ainda em 2026 e em aproximadamente R$ 22 bilhões em 2027 .
Com isso, o orçamento previsto para o Bolsa Família no próximo ano passará de cerca de R$ 157 bilhões para R$ 179 bilhões.
O benefício mínimo subirá de R$ 600 para R$ 691, enquanto o valor médio pago às famílias avançará de R$ 675 para R$ 777.
Atualmente, o programa atende cerca de 19,3 milhões de famílias em todo o país.
Para o banco americano, a medida deve se traduzir em melhora do poder de compra das famílias de baixa renda, com efeitos mais perceptíveis nas regiões que concentram a maior parcela dos beneficiários do programa.
Nesse contexto, o JPMorgan vê Grupo Mateus ( GMAT3 ), Pague Menos ( PGMN3 ) e, em menor grau, Assaí ( ASAI3 ) como as companhias mais expostas ao potencial aumento do consumo.
Segundo os analistas, Norte e Nordeste têm apresentado um dos desempenhos mais fracos em vendas nos últimos trimestres, movimento que foi parcialmente explicado pela queda das transferências do Bolsa Família na comparação anual.
Agora, com a estabilização dessas transferências e o anúncio do reajuste, a expectativa é de melhora do ambiente de consumo.
Leia também Planalto tratou reajuste do Bolsa Família como “segredo” em meio à queda de Lula Há meses, presidente vinha pedindo a integrantes de sua equipe que encontrassem alternativas para ampliar o valor do benefício Mendonça rejeita ação contra reajuste do Bolsa Família anunciado por Lula Ministro do TSE extinguiu pedido apresentado por Zé Trovão sem analisar se aumento a 17 dias da eleição viola a legislação eleitoral “O aumento das transferências de renda deve ajudar o consumo de curto prazo”, avalia o JPMorgan.
A tese do banco se baseia principalmente na distribuição geográfica dos beneficiários do programa.
O Norte e o Nordeste concentram parcela relevante das famílias atendidas pelo Bolsa Família, tornando a economia dessas regiões mais sensível a alterações no valor dos benefícios sociais.
Por consequência, empresas com elevada exposição a esses mercados tendem a sentir os efeitos positivos mais rapidamente.
O Grupo Mateus, por exemplo, possui forte presença no Nordeste, enquanto a Pague Menos mantém uma extensa rede de farmácias na região.
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