A epidemia de golpes bancários digitais
A massificação do acesso aos serviços bancários digitais trouxe consigo uma indesejada contrapartida: a sofisticação das organizações criminosas na exploração da vulnerabilidade humana.
O relato cotidiano de cidadãos bombardeados por ligações de falsas centrais telefônicas — em que criminosos se passam por prepostos de instituições financeiras — deixou de ser um evento isolado para se tornar uma epidemia social.
Uma pesquisa realizada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, em parceria com o Instituto Datafolha, referente ao período de julho de 2024 a julho de 2025, apurou os seguintes percentuais junto à população brasileira em geral: 14,3% disseram ter sido vítimas de golpe envolvendo Pix ou boletos falsos; 8,0% disseram ter sido vítimas de fraude no cartão de crédito; 7,4%, de golpe relacionado a investimento após publicidade na internet/redes sociais; 6,5%, de fraude bancária em conta corrente ou poupança.
A fraude bancária foi especialmente relevante pelo tamanho do prejuízo: o FBSP estimou aproximadamente R$ 37,9 bilhões em perdas, com prejuízo médio de R$ 3.448 por vítima.
Em tal contexto, importante destacarmos a vulnerabilidade das pessoas mais idosas, alvos mais frequentes desse tipo de crime.
Não se trata, aqui, de percepção motivada por preconceito etário, mas de uma constatação factual.
O Tribunal de Contas da União aplicou, em 2025, um questionário nacional a 1.395 participantes, sendo 1.089 pessoas idosas e 306 familiares, responsáveis ou cuidadores, além de entrevistar 25 idosos que haviam sido vítimas de golpes digitais.
A pesquisa cobriu diferentes regiões do Brasil.
Eis os resultados: 51,06% dos participantes disseram receber diariamente mensagens ou ligações suspeitas de golpe.
Outros 21,21% recebiam esse tipo de contato três a cinco vezes por semana.
39,75% relataram ter sido alvo de golpistas que se passavam por instituições bancárias ou empresas de telefonia.
34,13% disseram ter perdido dinheiro em decorrência de golpes aplicados pelo celular.
Apenas 36,57% disseram ter recebido orientações sobre golpes de sua instituição bancária.
8,34% afirmaram nunca ter recebido qualquer orientação sobre golpes digitais.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.conjur.com.br — o conteúdo pertence a Consultor Jurídico.