O Universo teve uma infância mais pesada do que se pensava
Logo após o Big Bang, 13,8 bilhões de anos atrás, o Universo tinha basicamente dois elementos químicos: hidrogênio, com um próton no núcleo, e hélio, com dois.
São os dois mais leves da tabela periódica.
O pulo do gato é que havia muito desses dois elementos – é gás suficiente para dar origem a toda matéria comum do cosmos, afinal.
E não parece, mas gás tem massa também (afinal, a pressão atmosférica é só o peso do ar sobre a Terra).
Tudo que tem massa exerce atração gravitacional.
Esses bolsões de gás se concentraram em nuvens cada vez mais compactas, até o aperto e o calor extremos forçarem os átomos a se fundirem em átomos maiores, liberando energia.
Assim nasceram as estrelas – e os elementos maiores.
O que é a “glueball”, nova partícula descoberta na China Os físicos sempre suspeitaram que, n a infância do Universo, só havia estrelas puríssimas, de hidrogênio e hélio, chamadas “estrelas de População III”.
Foram elas que começaram a fabricar átomos mais pesados e espalhá-los pelo espaço.
Continua após a publicidade Agora, observações (1) do Telescópio James Webb, lançado ao espaço em 2021, mostram que “apenas” 700 milhões de anos após o Big Bang três galáxias já exibiam gás com carbono, oxigênio e silício em seus arredores, e parte desse material estava “contaminando” o espaço ao redor.
Se esses elementos mais roliços se espalharam tão cedo, não houve muitas estrelas de População III – o que explicaria por que nunca vimos uma.
Continua após a publicidade Fonte 1.
“Early metal-enriched baryon cycling before the midpoint of cosmic reionization”, Nature Astronomy .
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