O final trágico de uma estrela do boxe após 11 anos em estado vegetativo
Em 2015, quando tinha tinha apenas 23 anos, o lutador porto-riquenho Prichard Colón estava com tudo: ele era considerado uma das maiores promessas do boxe mundial.
Acumulava dezesseis vitórias retumbantes na categoria dos super médios pesados — quase todas elas, por nocaute.
Em outubro daquele ano, no entanto, a trajetória de Colón sofreu uma mudança de rumo abrupta — e trágica.
Naquele mês, quando ele entrou no ringue para enfrentar o americano Terrel Williams, uma sucessão de golpes sujos por trás do pescoço levou a nova estrela do boxe à lona.
Depois de vários assaltos tumultuados, ele foi desclassificado.
Passou mal logo após o confronto, com quadro de dor de cabeça extrema e vômitos.
Resultado: saiu dali direto para o hospital, onde se constatou um grave hematoma cerebral.
Colón morreu finalmente nesta quinta-feira 13, encerrando um período de onze anos em que viveu uma via-crúcis inominável.
É um daqueles dramas do boxe que poderiam render um filme em Hollywood e estão destinados a alimentar a mística em torno desse esporte.
Após o incidente na luta, ele passou mais de 200 dias em coma no hospital.
Quando retornou à consciência, não conseguia executar movimentos e passou a e comunicar apenas por meio de um computador.
De lá até sua morte, aos 33 anos, padeceu em estado vegetativo na casa dos pais, em Orlando, na Flórida.
Em 2021, Colón recebeu uma merecida homenagem: ainda em vida, o Conselho Mundial de Boxe (WBC) o sagrou como campeão honorário do boxe.
Mas a reverência comovente no mundo do boxe não impediu que sua família buscasse reparação pela tragédia sofrida por ele dentro do ringue.
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