As diferenças entre Ozempic e Ozivy: da molécula ao preço
Primeira caneta nacional à base de semaglutida, o Ozivy já lidera as vendas no segmento da substância no país.
O medicamento, desenvolvido pela farmacêutica EMS, vendeu 200 mil unidades em julho, seu primeiro mês completo nas farmácias .
O lançamento do remédio ocorreu depois do fim da patente da semaglutida no Brasil, que abriu espaço para a entrada de novos fabricantes e aumentou a concorrência em torno da molécula, a mesma que está por trás do sucesso global do Ozempic e do Wegovy .
A semaglutida foi lançada em 2017 pela farmacêutica dinamarquesa Novo Nordisk .
Ela imita um hormônio natural produzido pelo intestino chamado GLP-1 — por isso, é conhecida como um análogo de GLP-1.
Ao ativar esse receptor, a substância aumenta a liberação de insulina quando a glicose está elevada, reduz a produção de glicose pelo fígado e retarda o esvaziamento do estômago, além de atuar no cérebro aumentando a sensação de saciedade.
O prazo de proteção da molécula expirou em março de 2026.
O Ozivy foi aprovado pela Anvisa em maio e teve sua comercialização iniciada em junho.
Assim como o Ozempic, ele é indicado para o tratamento de diabetes tipo 2.
Embora os dois tenham o mesmo princípio ativo e sejam aplicados uma vez por semana, há algumas diferenças entre eles, como a rota de fabricação da molécula e, sobretudo, ao preço.
Continua após a publicidade Mesmo princípio ativo, rotas de fabricação diferentes A principal semelhança está justamente no princípio ativo : Ozempic e Ozivy contêm semaglutida.
A diferença está na forma de obtenção da molécula.
A semaglutida do Ozempic é produzida por um processo biológico , ou seja, a partir de organismos vivos cultivados em laboratório.
Essas células recebem instruções genéticas para produzir a molécula, funcionando como pequenas “fábricas” biológicas.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em veja.abril.com.br — o conteúdo pertence a Veja.