Ação da Oncoclínicas salta 133% no mês, após corrida com OPA. O que está em jogo?
As ações da Oncoclínicas saltaram 133% neste mês, o que chama bastante a atenção para uma companhia que está em processo de recuperação extrajudicial e para papéis que caem 48% no ano.
Os investidores viram uma oportunidade de ganhar dinheiro com a oferta pública de ações (OPA) da empresa especializada no tratamento do câncer e correram para investir.
Apesar das cifras envolvendo a operação serem enormes, não significa que você, pessoa física, deva fazer o mesmo e comprar a ação, porque o caso é complexo e tem riscos altos, apontam gestores.
Na última quarta-feira (25), a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) decidiu que a oferta da Oncoclínicas deve acontecer, mas a ação começou a disparar já antes da decisão.
O mercado passou a antecipar que a autarquia determinaria a OPA.
Não faz ideia do que seja essa operação? Calma, que explicamos já.
Nesse processo, um investidor, grupo controlador ou companhia faz uma proposta formal para comprar as ações que estão em circulação.
Na oferta, o preço por ação é bem maior do que o valor do papel no mercado, para incentivar os acionistas a venderem as suas participações.
A OPA serve para vários motivos, como adquirir o controle societário, fechar o capital ou simplificar a estrutura acionária.
Contudo, algumas são determinadas pelo regulador, para proteger os acionistas minoritários.
A operação da Oncoclínicas é essa modalidade.
No caso da companhia, o processo é para proteger os acionistas minoritários porque um investidor alcançou uma participação relevante demais na empresa.
O estatuto prevê que quando um acionista só ultrapassa 15% do capital, deve fazer essa oferta, para dar aos demais acionistas a oportunidade de vender as suas ações por um preço com prêmio, ou seja, acima da cotação de mercado.
A lógica é evitar um investidor com participação relevante sem oferecer aos acionistas minoritários uma oportunidade de saída em condições equivalentes.
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