Sorvete ou gelato? Entenda como é classificada a marca famosa que deu adeus ao Brasil após 30 anos
O anúncio de que a marca Häagen-Dazs deixará de ser distribuída no país, divulgado pela controladora General Mills, reacendeu a curiosidade dos consumidores sobre as especificações técnicas das sobremesas geladas.
Presente no mercado brasileiro desde 1997, a marca atua no segmento de sorvetes premium , uma classificação comercial com características de composição e produção distintas do tradicional gelato artesanal .
Leia Mais "Dolly Guaraná": Jingle famoso e polêmicas; relembre história da marca Granos troca de controle e mira R$ 1 bilhão com aquisições e exportações Nestlé se desfaz de participação no setor de água para acelerar crescimento As diferenças de composição e produção A diferenciação entre as duas categorias baseia-se nos ingredientes, no teor de gordura e na quantidade de ar na massa.
O gelato é um produto de origem italiana feito de forma artesanal com insumos frescos, como leite e creme de leite .
Ele apresenta entre 50% e 60% menos gordura que o sorvete tradicional, além de menor teor de açúcar.
Sua textura é mais densa porque o ar é incorporado de maneira natural durante a mistura, e a conservação ocorre em temperaturas mais altas, entre -10°C e -12°C.
Por outro lado, o sorvete convencional costuma utilizar leite em pó e gorduras vegetais ou adicionadas para estender a durabilidade sob congelamento de até -20°C.
A classificação da Häagen-Dazs Fundada nos Estados Unidos em 1960 por Reuben Mattus, a Häagen-Dazs classifica seus produtos como sorvetes.
A marca consolidou sua presença global com foco na seleção de matérias-primas específicas, como baunilha de Madagascar e chocolatcurisie belga.
Embora use receitas de alta qualidade, o produto é processado para distribuição industrial de larga escala, o que o enquadra na categoria de sorvete e não de gelato.
Motivo da saída do Brasil A retirada de circulação da marca faz parte de uma reformulação de portfólio global da General Mills.
O plano estratégico da companhia também envolveu a venda das marcas nacionais Yoki e Kitano para a 3Corações, com o objetivo de focar em plataformas prioritárias e aumentar a margem de lucro operacional no segmento internacional.
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