Blaze mentiu e ignorou alertas de lavagem de dinheiro de Willer Tomaz, amigo de Flávio Bolsonaro, aponta governo Lula
O advogado Willer Tomaz , amigo do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) , movimentou cerca de R$ 5 bilhões na plataforma de apostas Blaze ao longo de 2025, tornando-se o maior apostador individual do Brasil no período.
Uma nota técnica da Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA) do Ministério da Fazenda, obtida pelos jornalistas Natália Portinari e Fabio Serapião, do UOL , concluiu que a Blaze jamais analisou essas operações para prevenir lavagem de dinheiro, apesar dos bilhões em jogo.
A Polícia Federal investiga Tomaz por lavagem de dinheiro e suspeita de que ele seja sócio oculto da empresa, com inquérito tramitando no Supremo Tribunal Federal (STF).
As movimentações milionárias e a investigação Willer Tomaz não apenas apostou muito: ele depositou mais de R$ 258 milhões na Foggo, empresa controladora da Blaze, valor quase o dobro do registrado pelo segundo maior apostador individual do país no mesmo período.
Ao longo de 2025, sacou quase R$ 200 milhões da plataforma.
O volume total de R$ 5 bilhões em apostas é superior ao total depositado porque os ganhos eram reapostados, fazendo o mesmo dinheiro circular repetidas vezes dentro da plataforma.
A Polícia Federal investiga Tomaz por lavagem de dinheiro e apura a hipótese de que ele atue como sócio oculto da Blaze.
O inquérito tramita no STF.
A relação do advogado com Flávio Bolsonaro é pública: Tomaz é descrito como amigo do senador, e a administradora do escritório parlamentar teria sido indicada por ele.
A falha da Blaze e a análise da Fazenda A nota técnica da SPA é direta: a Blaze “nunca analisou” as operações de Willer Tomaz para fins de prevenção à lavagem de dinheiro, mesmo diante de valores que “claramente enquadrariam” suas transações entre as que exigem análise obrigatória.
O documento considera “praticamente impossível” que a empresa não tenha percebido movimentações “na ordem dos bilhões de reais” e aponta “indícios de culpa ou dolo” da plataforma, numa “negligência que poderia estar respaldada na intenção de que não se percam as receitas obtidas” com as apostas.
Os episódios descritos na nota reforçam o quadro.
Em 30 de outubro de 2025, Tomaz depositou R$ 7 milhões em 14 transferências de R$ 500 mil.
No dia seguinte, sacou R$ 6 milhões em 18 minutos.
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