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Envelhecimento da população brasileira vai pressionar previdência e saúde, aponta estudo da ONU

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Envelhecimento da população brasileira vai pressionar previdência e saúde, aponta estudo da ONU

O Brasil está próximo de encerrar o seu bônus demográfico, de acordo com um estudo desenvolvido pela Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL) e o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) .

As projeções dos pesquisadores apontam que, até 2028, o crescimento da população em idade ativa deixará de superar o número de pessoas dependentes (crianças e idosos).

O relatório final foi apresentado em Montevidéu (URU) na semana passada, durante a 6ª Reunião da Conferência Regional sobre População e Desenvolvimento.

O documento indica a existência de um envelhecimento avançado da população brasileira, especialmente no estrato acima dos 80 anos de idade , o que gera uma pressão sobre a proteção social que deve exigir maior direcionamento de recursos públicos a longo prazo para assegurar o funcionamento do sistema previdenciário.

Os pesquisadores responsáveis pelo estudo detalham que, além do aumento da expectativa de vida no país, outro fator que colabora para esse quadro é a queda da taxa de natalidade, fenômeno observado não só no Brasil, mas na América do Sul e Central como um todo.

O levantamento demonstra que, em 2024, a taxa média de fecundidade na região caiu para 1 ,8 filho por mulher , nível considerado abaixo do necessário para a reposição populacional.

Já os episódios de gravidez entre jovens de 15 a 19 anos, contudo, continuam elevados, com 50 nascimentos para cada mil mulheres.

Outro dado captado pela investigação diz respeito ao avanço da urbanização: em 2026, 82% da população da região reside em áreas urbanas.

Em essência, o estudo considera que o envelhecimento da população da América Latina deve impor pressão não apenas sobre a previdência social, mas forçar reformas nos sistemas de saúde.

As projeções das duas agências das Nações Unidas (CEPAL e UNFPA) dão conta de que 182 milhões de latinos terão 60 anos ou mais em 2050 , o que representa 25% da população regional (América Latina e Caribe).

Continua após a publicidade Diante deste cenário, os especialistas da ONU sugerem como alternativas o desenvolvimento de políticas públicas que fomentem a participação feminina no mercado de trabalho formal, o investimento em educação e e a modernização dos sistemas de assistência social e previdência.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em veja.abril.com.br — o conteúdo pertence a Veja.

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