A Capital Brasileira do Vinho é uma cidade da Serra Gaúcha onde imigrantes italianos plantaram videira em 1875 e criaram a primeira Denominação de Origem do país
Os vinhedos moldaram a paisagem e a economia ao longo de várias gerações
Whastapp Facebook Linkedin Twitter COMPARTILHAR Nenhuma região brasileira tinha um selo capaz de amarrar o vinho ao solo onde a uva cresce até o começo dos anos 2000. Na Serra Gaúcha , um vale de 72,45 km² mudou essa história e se tornou a primeira Denominação de Origem (DO) de vinhos do país, o mesmo tipo de certificação que protege rótulos europeus há décadas.
Significa que o rótulo só pode existir ali. O Vale dos Vinhedos foi a primeira região brasileira a receber a Indicação de Procedência (IP) em 2002 e, dez anos depois, a primeira a conquistar a Denominação de Origem, categoria mais rigorosa do sistema de indicações geográficas, segundo a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) .
A diferença entre as duas categorias está no nível de exigência. A indicação de procedência apenas confirma de onde vem o produto, enquanto a denominação de origem impõe regras sobre castas permitidas, técnicas de elaboração e características do solo, o mesmo princípio que sustenta nomes como Bordeaux e Rioja. Conforme a Prefeitura de Bento Gonçalves , o vale se espalha por três municípios e integra oficialmente o patrimônio histórico e cultural do Rio Grande do Sul desde 2012 .
A colonização italiana começou em 24 de dezembro de 1875 , quando as primeiras famílias vindas do Vêneto e do Trentino chegaram à antiga Colônia Dona Isabel . Elas encontraram encostas íngremes, invernos frios e um solo que pouco lembrava a planície do norte da Itália, e adaptaram ao relevo as técnicas de vinificação que trouxeram na bagagem.
O nome atual veio depois, em homenagem a Bento Gonçalves da Silva , líder da Revolução Farroupilha . A vocação para a uva atravessou o século XX e ganhou vitrine nacional com a Fenavinho , a Festa Nacional do Vinho criada em 1967 . Hoje a cidade responde por parte expressiva do vinho, do espumante e do suco de uva produzidos no Brasil.
São cinco roteiros turísticos oficiais no interior do município, e o mais famoso deles não esgota o destino. Confira abaixo o que costuma ocupar os dias de quem chega:
Na mesa, a lógica é a mesma da paisagem. O suco de uva integral, o espumante e os queijos coloniais aparecem em quase todas as paradas, e a Via Gastronômica concentra restaurantes de massa e galeto no perímetro urbano.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em oantagonista.com.br — o conteúdo pertence a O Antagonista.