Petróleo tem forte alta após presidente do Irã dizer que país não se renderá em discurso na ONU
O discurso do presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, frustrou as expectativas de que algum acordo diplomático entre o seu país e os Estados Unidos pudesse ser alcançado durante a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), nesta semana.
O petróleo subia pela manhã e acelerou alta após o pronunciamento.
O barril tipo Brent avançava 3,31%, a US$ 102,53, por volta das 13h.
Pezeshkian disse, nesta quarta-feira (23), que o país não se renderá na guerra com os EUA, em resposta ao discurso do presidente americano, Donald Trump, no dia anterior, e defendeu que Teerã busca tecnologia nuclear para fins energéticos e “para o progresso”, e não para uso militar.
“Ele [Trump] deve saber que a resistência do povo iraniano só aumentará diante das sanções, do aumento da pressão e do aumento da intimidação”, disse.
“Jamais baixaremos a cabeça nem nos curvaremos.” Durante o discurso, Pezeshkian disse que o Irã está “pronto para o diálogo, a diplomacia e as negociações”, mas sem aceitar “a linguagem da força”.
Ele também afirmou que o país não busca desenvolver armas nucleares, mas não aceitará restrições à tecnologia nuclear para fins pacíficos.
“Não baixaremos a cabeça nem renunciaremos ao direito que nos é inerente”, disse.
“Afirmamos claramente: não às armas nucleares e não a limitações à tecnologia nuclear para fins pacíficos.
Nossa paz não virá nos campos de batalha.
É preciso garantir a segurança necessária ao povo e à nação do Irã.” O programa nuclear iraniano está no centro do impasse entre Teerã e Washington.
O Irã afirma que qualquer acordo deve preservar seu direito de enriquecer urânio para pesquisas médicas e geração de energia elétrica, enquanto os EUA se opõem a qualquer enriquecimento.
Pezeshkian também descreveu o Irã como vítima da ofensiva conjunta de Israel e dos EUA, afirmando que o país “nunca foi um agressor” e ressaltando que Teerã “sempre demonstrou seu compromisso com a mesa de negociações.” “Eles nos impõem a guerra, mas provamos que não temos medo de lutar, de uma guerra de natureza defensiva, e defenderemos nosso amado Irã, nossa pátria, até o nosso último suspiro”, disse.
Ao rebater o discurso de Trump, Pezeshkian também rejeitou a classificação do Irã como terrorista.
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