Tereza Cristina não espera votar dívidas rurais neste ano
A senadora Tereza Cristina (PP-MS) afirmou que está “desanimada” com as negociações para a análise da medida provisória 1.376 de 2026 , que cria linhas especiais de crédito para renegociação de dívidas rurais.
Ela atribuiu a falta de avanço à ausência de “vontade política” do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Segundo a congressista, o setor agropecuário enfrenta uma “grave crise” , mas não estaria recebendo do Executivo o empenho necessário.
“Vamos trabalhar para que isso aconteça, mas eu estou meio desanimada” , disse a senadora a jornalistas ao ser questionada sobre a possibilidade de a renegociação ser aprovada ainda em 2026.
Para a ex-ministra da Agricultura, o principal entrave é político.
“Se destravam recursos para uma série de coisas que estamos vendo, inclusive para situações em que os recursos nem estão sendo utilizados, mas para a grave crise do setor agropecuário brasileiro, eu não estou vendo empenho nenhum” , afirmou.
O Congresso prorrogou por 60 dias a vigência da MP.
Com a medida, publicada no Diário Oficial da União em 8 de setembro, o prazo para votação passou a ser 11 de novembro.
Editada em 15 de julho, a MP permite a criação de linhas de crédito para composição de dívidas e liquidação ou amortização de operações de crédito rural e de Cédulas de Produto Rural.
A medida também autoriza a participação da União em fundo garantidor para operações contratadas por produtores afetados por eventos climáticos adversos.
A medida provisória contempla produtores que tiveram perdas decorrentes de eventos climáticos e estabelece diferentes condições de crédito conforme o perfil do produtor e da dívida.
No caso de agricultores familiares enquadrados no Pronaf, por exemplo, há linhas com juros de 5% a 9% ao ano, dependendo das condições previstas na medida.
Negociação Tereza Cristina disse que a Frente Parlamentar da Agropecuária acompanha as negociações com o governo, mas considera os avanços ainda tímidos.
Segundo ela, o Executivo só colocou em funcionamento recentemente as novas normas para a renegociação das dívidas.
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