Justi�a pode definir futuro de territ�rio quilombola em MG ap�s 17 anos de disputa
Editado por Fábio Zanini, espaço traz notícias e bastidores da política. Com Carlos Petrocilo e Gabriela Echenique
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O TRF-6 (Tribunal Regional Federal da 6ª região) julga nesta quinta-feira (13) uma ação que pode definir o futuro do território da comunidade quilombola Machadinho , em Paracatu (MG), após 17 anos de disputa.
O processo deve estabelecer um precedente em processos de reconhecimento e titulação desses territórios.
A ação questiona a sentença dada em primeira instância que rejeitou os pedidos de reconhecimento do território. Na decisão, o juiz cobrou uma comprovação de histórico de resistência armada ou de fuga de pessoas escravizadas.
A associação que representa os moradores da região afirma, no entanto, que essa decisão contraria um entendimento do STF (Supremo Tribunal Federal). A Corte reconheceu a legitimidade do critério de autoatribuição.
O julgamento reconheceu a propriedade definitiva aos remanescentes das comunidades dos quilombos que estejam ocupando as terras e que cabe ao Estado emitir os respectivos títulos.
O caso de Machadinho está parado na Justiça e também na esfera administrativa. Isso porque o processo que deu início ao reconhecimento da terra no Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) começou em 2005, mas não foi concluído.
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