Dólar abre em alta com dados de inflação dos EUA no radar
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O dólar abriu em alta nesta quinta-feira (13), com investidores repercutindo a divulgação de novos dados de inflação nos Estados Unidos e projetando a trajetória de juros no país.
Queda nos preços do petróleo no exterior e dados de varejo no Brasil também estão no radar dos analistas durante a sessão.
Por volta das 9h55, a moeda americana subia 0,24%, a R$ 5,190. O movimento contrasta com o exterior, onde o índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a seis outras moedas, recuava 0,13%.
Os dados dos preços ao produtor nos EUA ficaram abaixo do esperado em julho, em um sinal de menor pressão inflacionária na economia americana. Na comparação com o mês anterior, os preços ficaram estáveis, enquanto, na base anual, a alta foi de 4,7%. As expectativas, segundo pesquisa da Reuters, eram de avanços de 0,2% e 4,9%, respectivamente.
Os números são acompanhados pelos investidores em busca de sinais sobre os próximos passos do Federal Reserve, o banco central americano, em relação aos juros.
No ambiente doméstico, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) informou que o setor varejista brasileiro encerrou o segundo trimestre com alta nas vendas acima do esperado em junho. O avanço foi de 0,5% na comparação com maio, acelerando o ritmo em relação ao mês anterior e sinalizando alguma resiliência do consumo, mesmo diante do cenário de juros ainda elevados.
O dia também será marcado por falas do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, que participa, às 14h30, da abertura do evento "30 anos de atuação do FGC", promovido pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC), em São Paulo.
Na véspera (12), a moeda norte americana fechou em alta de 0,26%, cotado a R$ 5,177, com investidores repercutindo os dados de inflação dos Estados Unidos , que vieram em linha com as expectativas. O valor é o mais alto desde 9 de junho.
A Bolsa registrou queda de 0,22%, aos 167.491 pontos, após recuar 2,50% no pregão de terça (11), aos 167.874 pontos. O índice fechou no menor nível desde 20 de janeiro, quando terminou a sessão aos 166.276 pontos, em meio à reação dos investidores à divulgação da ata da última reunião do Copom.
Luca Girardi, analista de investimentos da Nomad, diz que o Ibovespa passou a sessão sem direção definida, alternando entre ganhos e perdas mesmo depois de uma sequência de pregões negativos. "O índice teve dificuldade em acompanhar o desempenho positivo de Nova York, com o mercado ainda bastante sensível ao noticiário e ao ambiente de aversão a risco global", diz o especialista.
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Girardi adiciona que, além disso, outro fator relevante foi o vencimento de opções e futuros sobre o Ibovespa, o que tende a adicionar volatilidade ao pregão e pode ajudar a explicar o vaivém do índice ao longo do dia.
Os preços ao consumidor nos EUA registraram ligeiro aumento em julho.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.folha.uol.com.br — o conteúdo pertence a Folha de S.Paulo.