‘Quando voltar, vou tá cheio de bagulho’: áudios revelam cabo do Exército negociando munição com traficantes
Áudios revelam cabo do Exército negociando munição de fuzil e granadas com o tráfico na Bahia Áudios obtidos durante uma investigação da Polícia Civil e do Ministério Público da Bahia revelam negociações entre um cabo do Exército e integrantes de uma organização criminosa para a venda de munições de fuzil e granadas.
Segundo os investigadores, o material era desviado do 6º Batalhão de Polícia do Exército, em Salvador.
Em uma das gravações, o militar fala sobre munições e granadas que estavam em sua posse: “Eu t aqui com as cinco bandoleiras… as granadas e a munição de 5.56…” O homem que aparece nas conversas é o cabo Deivison dos Santos Ferreira.
Segundo a investigação, ele fazia ofertas de munições utilizadas em armas de guerra e até de granadas.
A polícia chegou até o militar durante uma investigação sobre tráfico de drogas.
Em abril, quatro homens foram presos em uma casa em Itapuã, em Salvador.
O imóvel, segundo os investigadores, era usado para armazenar, preparar e embalar drogas em grande quantidade.
Com autorização da Justiça, os investigadores fizeram a extração dos dados dos celulares apreendidos.
Em um dos aparelhos, encontraram conversas que indicavam que o cabo negociava armamento e munições do Exército.
Em outro áudio, Deivison fala sobre a quantidade de munições que poderia entregar: “hoje só vai poder rolar essas seis de nove…” Em uma negociação, o militar também informa o preço: “quatrocentos e cinquenta cada uma…” investigação aponta que cabo do Exército fornecia armamentos e munições para facções criminosas Reprodução/TV Globo Cabo usava emoji para esconder identidade O celular que revelou a conexão pertencia a Gabriel Reis Oliveira.
Segundo a polícia, ele era uma espécie de gerente de uma organização criminosa e responsável pela compra e revenda de armas e drogas para diferentes facções.
Era com Gabriel que, segundo a investigação, o cabo negociava o material desviado.
Para tentar esconder a identidade do militar, Deivison não aparecia com o próprio nome nas negociações nem na lista de contatos do comprador.
Ele era identificado apenas por um emoji de extraterrestre.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Bahia.