Paulo Henrique Fraccaro, CEO da Abimo: “Poder de compra do SUS pode fortalecer a indústria nacional de dispositivos médicos”
O Brasil depende fortemente de dispositivos médicos produzidos no exterior.
Em 2025, as importações do setor superaram US$ 10 bilhões, enquanto as exportações ficaram em torno de US$ 1 bilhão.
O contraste evidencia o desafio de ampliar a produção nacional e reduzir a dependência de tecnologias e equipamentos vindos de outros países.
O tema está entre os assuntos do novo episódio de Futuro Talks , que recebeu Paulo Henrique Fraccaro, CEO da Associação Brasileira da Indústria de Dispositivos Médicos (Abimo) e diretor titular adjunto do Departamento do Complexo Produtivo e Econômico da Saúde da Fiesp.
Na entrevista, Fraccaro afirmou que o Brasil tem tecnologia e profissionais para produzir parte do que hoje importa.
O entrave, segundo ele, está na escala: o mercado interno nem sempre é suficiente para justificar novos investimentos.
Uma saída seria ampliar a demanda, principalmente por meio das compras do SUS e das Santas Casas, e dar maior previsibilidade às empresas para investir em produção e inovação.
Fraccaro também defendeu que o fortalecimento da indústria de dispositivos médicos seja tratado como uma política de Estado, e não de governo.
Para ele, a falta de continuidade das políticas e de articulação entre diferentes áreas do governo dificulta investimentos de longo prazo.
Sobre a concorrência com a China, diante da diferença de custos entre a produção brasileira e a chinesa, Fraccaro aposta em outra estratégia: ao invés de competir, uma saída seria buscar parcerias para trazer empresas, produção e tecnologia para o Brasil.
A conversa também passou pelo envelhecimento da população, a sustentabilidade do SUS e da saúde suplementar e o avanço da inteligência artificial.
Para Fraccaro, novas tecnologias podem ampliar o acesso e tornar o sistema mais eficiente, mas exigirão investimentos em infraestrutura e capacitação profissional.
Confira o episódio completo: Em 2025, o país importou mais de US$ 10 bilhões de dispositivos médicos, enquanto as exportações ficaram em cerca de US$ 1 bilhão.
O quanto o Brasil ainda depende da indústria internacional e quais são os principais gargalos e riscos dessa dependência para o sistema de saúde? Paulo Henrique Fraccaro – Realmente esse gargalo existe.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em futurodasaude.com.br — o conteúdo pertence a Futuro da Saúde.