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Mastercard testa pagamentos B2B feitos por agentes de IA no Brasil

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Mastercard testa pagamentos B2B feitos por agentes de IA no Brasil

Durante Febraban Tech , realizada nesta semana em São Paulo, a Mastercard apontou 2026 como o ano em que o B2B deve ganhar força no Brasil, impulsionado por digitalização, novos fluxos de pagamento e uma disputa crescente por um mercado ainda marcado por processos pouco eficientes.

Marcelo Tangione, CEO da Mastercard Brasil, e Walter Pimenta, vice-presidente-executivo de pagamentos comerciais e novos fluxos de pagamento da Mastercard para a América Latina , detalharam a jornalistas as apostas da empresa para esse avanço.

Segundo Tangione, que apresentou dados da Mastercard, o Brasil fechou o ano passado com R$ 4,5 trilhões movimentados em cartões, e mais de 90% do consumo privado do brasileiro já passa por algum trilho eletrônico, entre cartão e Pix.

“O Brasil, muito em breve, vai se tornar uma cashless society [ sociedade sem dinheiro em espécie]”, disse o executivo, apostando que o País deve ser o primeiro entre as grandes economias mundiais a alcançar esse estágio, não por ser o mais avançado em termos absolutos, mas pelo tamanho da combinação entre escala e velocidade de adoção.

O próximo salto relevante, porém, não está mais no cartão que uma pessoa usa para comprar um sapato, mas no pagamento que uma empresa faz para outra e, cada vez mais, no pagamento que um agente de inteligência artificial (IA) fará em nome dela, sem intervenção humana em cada etapa da compra.

É o que a indústria chama de comércio agêntico : sistemas de IA que pesquisam fornecedores, negociam condições e concluem transações sozinhos, dentro de regras definidas previamente pela empresa.

“É uma grande mudança, talvez uma das maiores para os próximos anos”, respondeu Tangione.

“Superimportante, mas também temos que tomar muito cuidado.” Para ilustrar o desafio, o executivo citou os mecanismos de contestação já consolidados nos pagamentos com cartão.

“Quando se faz uma compra hoje no cartão, se aconteceu alguma, seu produto veio errado, por exemplo, você tem esse benefício no seu cartão.

Basta ligar no seu banco e cancelar essa transação.

No pagamento agêntico, não é uma pessoa que está fazendo esse comando, você delegou.

Então é uma máquina que está fazendo aquilo para você.” Segundo Tangione, a entrada de agentes autônomos nesse processo exige que a indústria reavalie regras, responsabilidades e mecanismos de proteção estabelecidos para transações realizadas diretamente por pessoas.

A resposta da Mastercard passa por um verbo que Tangione repetiu mais de uma vez: certificar .

Certificar os agentes, garantir que operem nos padrões de segurança da bandeira e, sobretudo, que trabalhem com credenciais tokenizadas, o mesmo conceito por trás do cartão virtual que sustenta toda a tese de B2B da empresa.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em itforum.com.br — o conteúdo pertence a IT Forum.

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