Quem é Guilherme Derrite? Entenda as polêmicas do candidato ao Senado em São Paulo
Ex-secretário de Segurança Pública de Tarcísio de Freitas, policial militar da reserva e deputado federal que já foi filiado ao PL, Guilherme Derrite (41) disputa o Senado paulista em 2026 pelo Progressistas (PP) com discurso de endurecimento contra o crime, apesar das controvérsias relacionadas à letalidade policial, ao caso Gritzbach e à atuação atribulada no Congresso.
Conhecido como ‘Capitão Derrite’, enquanto policial militar da reserva e comandante da Secretaria da Segurança Pública do estado de São Paulo durante quase todo o primeiro mandato de Tarcísio de Freitas, ele construiu a carreira pública em torno da pauta da segurança pública.
Em 2025, enfrentou polêmicas nacionais ao assumir a relatoria do projeto que deu origem ao chamado Marco Legal do Combate ao Crime Organizado, conhecido como Lei Antifacção (Lei nº 15.358/2026).
As críticas à atuação de Derrite como secretário de Segurança passaram a envolver, também, o histórico de investigações sobre mortes decorrentes de intervenções policiais durante sua passagem pela Rota, o aumento significativo da letalidade policial na gestão da SSP-SP e o caso do empresário Antônio Vinícius Lopes Gritzbach, delator do PCC assassinado no Aeroporto Internacional de Guarulhos em novembro de 2024.
Quem é Guilherme Derrite e como começou sua trajetória? Nascido em Sorocaba, no interior de São Paulo, em 10 de outubro de 1984, Derrite ingressou na Academia de Polícia Militar do Barro Branco em 2003.
Formou-se em Ciências Sociais e Segurança Pública pela própria academia e concluiu bacharelado em Direito e pós-graduação em Ciências Jurídicas pela Universidade Cruzeiro do Sul.
A carreira na Polícia Militar foi construída sobretudo em unidades operacionais: passou pelo 14º Batalhão e depois pela Rota, uma unidade de elite da PM paulista conhecida pela atuação em áreas consideradas de alta periculosidade.
Depois de atingir a patente de capitão, passou para a reserva, em 2018, quando iniciou a carreira na política.
Segundo uma reportagem publicada pela revista piauí em 2024, Derrite foi investigado por múltiplas mortes decorrentes de intervenções policiais.
Seis inquéritos falavam de dez mortes ocorridas em operações das quais ele participou durante três anos e nove meses de atuação na Rota.
Um sétimo inquérito mencionado pela reportagem identificava uma operação que terminou com seis mortos e envolveu policiais presos por tortura e assassinato.
Derrite nunca foi denunciado criminalmente nesses sete inquéritos.
Segundo a apuração da piauí , os superiores do policial consideraram elevada a letalidade associada à sua atuação e determinaram seu afastamento do patrulhamento.
Anos depois, já na política, chegou a afirmar em entrevista que havia deixado a Rota porque teria “matado muito ladrão”.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em revistaforum.com.br — o conteúdo pertence a Revista Fórum.